logística reversa de eletrônicos

Logística reversa de eletrônicos: um mercado a explorar

A tecnologia modifica costumes e torna obsoletos equipamentos que até então faziam parte do cotidiano familiar.

Novos sistemas operacionais, novos aplicativos que exigem mais processamento ou memória, bem como novas tecnologias que são implantadas em televisores, geladeiras, fogões e que aumentam a eficiência diminuindo custos, são lançados todos os dias.

E como ficam os antigos equipamentos que passam a ocupar espaço e perdem sua importância?

Esse artigo apresenta a logística reversa de eletrônicos e como esse mercado pode ser interessante para seu negócio. Continue lendo e confira!

O que é logística reversa de eletrônicos?

Logística reversa é uma área que tem por objetivo o retorno de materiais usados e descartados pela sociedade e que podem sofrer o reaproveitamento nas indústrias nos processos produtivos.

A logística reversa de eletrônicos é voltada ao reaproveitamento de equipamentos que ficaram obsoletos ou foram descartados em função da sua inutilidade ou substituição.

Esses descartes são realizados pelas próprias indústrias que eliminam as sobras e sucatas que não poderão ser mais utilizadas, como também pela própria sociedade, que substitui equipamentos eletrônicos, descartando os antigos.

Volume de sucata de eletrônicos no planeta

A ONU – Organização das Nações Unidas, através de um estudo realizado em 2017, divulgou que no ano de 2016 foram gerados no planeta 45 milhões de toneladas de lixo eletrônico.

Esse volume poderia construir 4.500 torres Eiffel, uma das maiores do mundo com 324 metros de altura.

O Brasil, nesse estudo, ocupa a primeira posição da América Latina, com a geração de 1,5 milhão de toneladas de lixo eletrônico.

O potencial do reaproveitamento dos eletrônicos

Os estudos da ONU mostram que em 2016 apenas 20% do material eletrônico descartado foi reaproveitado.

A imensa maioria desses resíduos acabam em aterros sanitários, o que significa que o material contido nesses produtos, tais como ouro, cobre, platina e paládio são jogados no lixo comum.

Além do problema ecológico, em 2016 foram jogados fora em material cerca de 55 bilhões de euros, o que em reais representa 228 bilhões.

Tomando por base o estudo da ONU, percebe-se que existe um mercado potencial a ser explorados pelas empresas.

Segundo estudos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), dois terços desses materiais descartados são realizados nas 150 maiores cidades do país.

O poder público tem grandes dificuldades em lidar com tamanho volume e acredita que empresas privadas, como já vem acontecendo, tenham interesse em recolher, processar e vender o material para as indústrias.

Os chamados rejeitos eletrônicos, são divididos em 4 categorias:

  • Linha branca – geladeiras, freezers, máquinas de lavar, fogões, condicionadores de ar e afins;
  • Linha marrom – TV’s, DVD’s, CD’s, aparelhos de som e demais aparelhos de projeção e som;
  • Linha azul – pequenos eletrodomésticos como batedeiras, secadores, liquidificadores, ferros de passar e afins;
  • Linha verde – microcomputadores, laptops, celulares, tablets e afins.

O destino ideal da logística reversa de eletrônicos

Ainda que de maneira deficiente, mas que hoje já acontece, existe uma rota que faz com que os eletrônicos sejam coletados em residências ou empresas e cheguem ao destino ideal, que é o reaproveitamento após um processo de reciclagem.

As oportunidades existentes nessa logística são:

  • Transporte dos eletrônicos dos locais de descarte até uma central de triagem;
  • Recebimento e armazenagem dos produtos para futura triagem;
  • Transporte para local onde ocorre a triagem do que pode ser aproveitado ou não;
  • Transporte dos materiais separados por categorias para empresas recicladoras;
  • Pós reciclagem onde são realizadas as adaptações, renovação e reinserção na cadeia produtiva.

As oportunidades existem tanto para pequenos transportadores, autônomos e até mesmo “carretos” urbanos, como também para grandes empresas e frotas logísticas para atuar nesse promissor mercado.

As projeções são de um aumento considerável no descarte de eletrônicos, o que proporcionará grandes negócios num mercado que cresce e toma proporções cada vez maiores.

A CARGOBR, atenta às tendências de mercado, oferece uma plataforma que atende aos diversos modelos de transporte existentes no país. Acesse o site e faça uma cotação online.

2 thoughts to “Logística reversa de eletrônicos: um mercado a explorar”

  1. Parabenizo matéria. Já vivenciei operação de logística reversa de material de grande monta a nivel Brasil e hoje entendo o desafio logístico. É emergente a busca de saídas alternativas dentro desta ernome cadeia pós consumo. A responsabilidade compartilhada é a saída vigente. Estou como pesquisador e atento aos novos projetos neste setor. A consciencia da sustentabilidade deve ser agora muito mais na prática do que no discurso.

  2. Muito Legal!

    No entanto, o mais importante é a educação quanto ao uso correto do descarte/ rejeito e, divulgação dos locais adequados para tal.

    Pois aqui onde resido(Recife), deixa um pouco a desejar quanto ao assunto em tela.

    Atenciosamente,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *