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Consciência negra: líderes negros são menos de 30% em empresas

Consciência negra: líderes negros são menos de 30% em empresas

Apesar de o Brasil possuir 54% da sua população de origem africana, os líderes negros ocupam menos de 30% dos cargos gerenciais nas empresas do nosso país.

No dia 20 de novembro é celebrado em todo o país o Dia da Consciência Negra, onde o objetivo é trazer a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

Nessa data, no ano de 1695, morria no estado de Alagoas o herói Zumbi dos Palmares.

Esse homem lutou durante toda a sua vida pela libertação dos escravos e foi um dos maiores líderes que o Brasil já possuiu, construindo uma verdadeira fortaleza, abrigando cerca de 30 mil pessoas que fugiam da escravidão e buscavam, no Quilombo do Palmares, o abrigo para suas vidas.

Neste post, apresentaremos detalhes e números que mostram que líderes negros no Brasil ainda são uma minoria e como essa situação pode ser revertida. Continue lendo e saiba mais sobre o assunto!

Os negros no Brasil

Apesar de serem a maioria da população brasileira, os negros do Brasil encontram imensas dificuldades para alcançarem posições de liderança no país.

Os africanos foram trazidos como escravos para nossa terra. Na época, era uma colônia portuguesa que buscava na África a mão de obra escrava para trabalhar nas imensas plantações de cana-de-açúcar e na extração de metais preciosos, lideradas pelos brancos colonizadores.

Para termos uma ideia a respeito, dos 38 brasileiros que assumiram a presidência do Brasil, desde a proclamação da república, em 1889, apenas 4 tinham descendência africana:

  • Nilo Peçanha,
  • Campos Sales,
  • Rodrigues Alves,
  • Washington Luís.

É importante lembrar que os primeiros negros chegaram ao Brasil entre 1539 e 1542, no estado de Pernambuco.

Os líderes negros nas empresas brasileiras

Nas empresas brasileiras, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com números de 2019, apenas 29,5% dos cargos gerenciais no país são ocupados por líderes negros.

Esse índice cai para 4,7%, caso sejam consideradas apenas as 500 maiores empresas do Brasil, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Ethos.

Os índices demonstram que existe uma barreira que os afrodescendentes precisam ultrapassar e que na maioria das vezes não é possível.

Por que os negros não conseguem chegar na liderança?

Segundo a professora Joana Guimarães Luiz, reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia, as dificuldades para a formação de líderes negros envolvem os resquícios do racismo.

A professora defende que as cotas nas universidades podem ajudar a modificar essa situação, favorecendo negros, indígenas e outros grupos sociais.

Para Maurício Rodrigues, vice-presidente da Bayer, na área de finanças para a América Latina, falta referencia para os negros alcançarem posições de liderança.

Maurício apresenta um exemplo que destaca a situação, quando diz que um jovem negro da periferia sabe que se ele tiver talento e se dedicar poderá conquistar um espaço interessante como jogador de futebol. Isso devido à posição de atletas que viveram e vivem essa realidade.

No mundo corporativo, por sua vez, essa referência praticamente não existe, porque não existem exemplos que sirvam de apoio e deem confiança a esse jovem, ou seja, ele acha que essa situação não é possível para pessoas da sua raça.

O que fazer para reverter esse quadro?

A reversão desse quadro ocorre enquanto as empresas apresentem condições para que as oportunidades sejam abertas a todas as pessoas, mas não basta apenas aguardar as mudanças, é preciso incentivá-las.

Os empreendimentos mostram-se cada vez mais dispostos a criar condições para isso. Porém, o processo ainda é lento e precisa ser acelerado.

É necessário entender que existe um “trauma” vindo da época da escravidão, onde a grande missão da vida era conseguir sobreviver.

Essa realidade continua existindo e desencorajando grandes talentos a buscarem o seu espaço nas empresas brasileiras.

É preciso apoio e incentivo, para provar que a cor da pele não faz nenhuma diferença no intelecto, ética e na liderança de equipes, como uma vez já foi provado pelo grande líder Zumbi dos Palmares.

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