Transporte aéreo ou rodoviário – qual escolher?

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publicado: 18/06/2014

Quando optar pelo Transporte Aéreo ou Rodoviário

Remessas pessoais, de empresas de pequeno e, em geral, de produtos ao consumidor final, dificilmente possuem volume e quantidade suficiente para operar em modais de baixo custo unitário, como o ferroviário e o marítimo. Resta, assim, recorrer ao transporte rodoviário ou aéreo, mas qual escolher e em que casos?

Bem, o modal aéreo é geralmente mais rápido, enquanto que o rodoviário possui uma malha e um alcance maiores. Contudo, será que é só nisso que devemos basear nossa decisão, ou há ainda outros fatores em jogo?

Rapidez é algo relativo

É claro que em distâncias de milhares de quilômetros entre uma capital e outra o modal aéreo leva considerável vantagem sobre o rodoviário em termos de tempo. Mas quando saímos do contexto de capitais, ou mesmo efetuamos o transporte entre duas grandes cidades, mas relativamente próximas entre si, o modal rodoviário pode sair na frente mesmo no quesito tempo de entrega. Tomando dois exemplos simples: caso se necessite enviar uma carga leve de São Paulo até Belém do Pará, certamente a entrega por avião será dezenas de vezes mais rápida que qualquer alternativa rodoviária. Contudo, o mesmo raciocínio não se aplica ao trajeto entre São Paulo e Campinas.

Uma das principais características do transporte aéreo certamente é a velocidade, mas geralmente isso só se aplica a rotas de maior frequência ou entre grandes cidades com razoável distância entre si.

Aspectos a considerar

Há uma série de aspectos a considerar e perguntas a se fazer antes de eleger o transporte rodoviário ou aéreo para sua carga – e algumas dessas perguntas, ainda assim, levarão a um “empate técnico” entre ambos.

  • Rapidez – não se aplica a todos os casos, como vimos, mas pode sim ser um dos fatores na tomada de decisão;
  • Confiabilidade – às vezes, em determinadas rotas, um dos modais leva vantagem sobre os demais em relação à confiabilidade da entrega e obediência a prazos;
  • Fragilidade – algumas cargas frágeis possuem necessidades específicas de manuseio, que podem ser melhor oferecidas pelo modal aéreo;
  • Volume – cargas muito grandes levam a despesas imensas para transporte via aérea e o transporte rodoviário acaba sendo mais indicado, mesmo se alongar os tempos de entrega;
  • Custo – o modal aéreo, na esmagadora maioria dos casos, se mostra mais dispendioso que o transporte por rodovias, mas sempre analise caso a caso – há algumas exceções;
  • Geografia – várias regiões não são atendidas diretamente pelo modal aéreo e, mesmo conseguindo rapidez em parte da rota, acaba-se dependendo também do modal rodoviário em alguns trechos. Nesses casos, talvez a utilização exclusiva do modal rodoviário seja uma melhor opção;
  • Flexibilidade – o modal rodoviário tende a ser mais flexível em relação a mudanças e necessidades que podem ocorrer ao longo da rota ou do trabalho de entrega.

Cada modal possui características próprias e únicas e determinados tipos de carga certamente se encaixam melhor em alguns deles, mas há exceções e o estudo minucioso de todas as possibilidades de carga em qualquer caso pode levar a uma economia de tempo e dinheiro, além de uma operação logística mais tranquila e adequada para sua carga.

2 comentários

  1. Flavio Pereira

    26/06/2014 as 16:55

    Fico no aguardo das demais partes desse artigo, pois, ao meu parecer é inconclusivo… deve-se levar em consideração a formação do preço de frete e alternativas pois logo no incio ao falar de modais de baixo custo unitário,sabe-se que a unitilização e a espera de formação de cargas (completar o caminhão(baú), ou Vagão, ou compartimento para alguns casos dado o tempo de segurança para conferência da mesma não atrasa sua remessa.

  2. Felipe

    27/06/2014 as 21:36

    Olá Flávio, ontem mesmo já foi postada a 2ª parte do artigo – quando escolher o modal aéreo. Obrigado pelos comentários.

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