O peso não é nada – a cubagem é tudo

A cubagem é um dos fatores mais importantes no mercado logístico atual – seu cálculo e a forma com que você deve proceder para chegar à cubagem do seu material já foi abordada por aqui. Contudo, apesar de sempre termos de descrever o peso da carga, por questões técnicas, o fato é que a cubagem, que tem muito mais a ver com as dimensões de um produto, é muito mais determinante no custo de um serviço de carga fracionada.

A razão é muito simples, apesar de sermos levados a crer que o peso tem uma importância maior, se considerarmos nossas visitas a agências dos Correios.

Pense como no “Lego”

Isso mesmo. Imagine que você possui uma determinada carga. O caminhão que a transportará possui um espaço retangular, de dimensões pré-determinadas. Para que sua carga, ou sua “peça”, encaixe melhor no restante das peças que estarão nesse mesmo veículo, ela precisa estar reduzida a cubos ou paralelepípedos. E quanto ao peso?

É claro que mercadorias pesadas demais possuem um custo maior de transporte, mas de um modo geral, é muito mais comum que transportemos cargas relativamente leves que ocupam enormes dimensões do que o inverso. Por isso mesmo, empresas trabalharam ao longo das últimas décadas para reduzir os tamanhos de embalagens, aproveitando muito melhor o volume dentro de caixas e reduzindo os “vazios”. Afinal, quando embarcam a mercadoria, as empresas estão pagando também por esse espaço inutilizado.

A matemática é simples – quanto menor o espaço cubado ocupado, mais produtos irão ser acomodados em um mesmo espaço – o baú de caminhões, nesse caso. Nesse ponto, a cubagem é a unidade que permite a você colocar caixas e volumes como se fossem peças de Lego, otimizando o transporte, carregando de forma mais eficiente e reduzindo custos de forma considerável.

Corrigindo desperdícios

Por outro lado, o chamado “peso cubado” – resultado final do cálculo de cubagem – tem uma função muito mais simples. Imagine se, montando seu “Lego” dentro de um caminhão, você ocupasse todo o espaço com caixas de produtos em isopor ou algodão. As transportadoras, que usam o peso para calcular os fretes, estariam perdendo rios de dinheiro. Contudo, a cubagem estabelece um peso padrão conforme as dimensões fornecidas por você. Mesmo que uma caixa de um metro cúbico pese apenas 40kg, o que faria com que seu transporte simplesmente não valesse a pena para a transportadora, quando suas dimensões são “cubadas”, o peso passa a ser de 300kg, para efeitos de cálculo e custos.

Não é injusto para o embarcador, que realmente está utilizando um enorme espaço de transporte, mas também remunera com justiça o transportador, que poderia estar carregando um peso muito maior nesse mesmo espaço. É claro que o contrário também pode ocorrer – cargas muito pesadas, mas de dimensões reduzidas, acabam revertendo em vantagens para o cliente. A cubagem, acima de tudo, é um modo de padronizar o peso, uma variável em cargas, e alinhá-lo com o espaço, que sempre é fixo.

 

 

Cuidados no frete com objetos frágeis

Não é apenas na mudança, no âmbito empresarial, objetos frágeis também têm de ser embalados com cuidado e, muitas vezes, não é a transportadora quem tem de se responsabilizar inteiramente por isso. Ainda que haja seguro, danos a objetos e mercadorias nunca são bem-vindos. Quando ocorrem, clientes recebem a mercadoria em atraso e outras despesas geralmente aparecem. Então, para evitar tudo isso, que tal ter um pouco mais de cuidado antes mesmo de fechar o frete.

Tamanho certo

Cuidados no frete com a embalagem começam na hora de selecionar o tamanho das mesmas. Não tente “lotar” caixas e invólucros e sempre utilize embalagens do tamanho certo para os produtos que estejam sendo enviados. Quando o objetivo é evitar trepidações, tenha certeza de que os objetos possam ser escorados, então use caixas e embalagens mais justas. Se o objeto for frágil, porém precisar de alguma “folga”, opte por embalagens um pouco maiores que a carga.

Preenchendo vazios

A maioria dos objetos frágeis requer cuidados no frete adicionais – preencher espaços vazios nas embalagens. Plástico-bolha é sempre o ideal, mas caso você não o possua, é possível usar jornal ou pedaços de papel “kraft” embolados. Isso fará com que os espaços vazios nas caixas sejam preenchidos e os objetos transportados não possam balançar, trepidar ou se chocar entre si, no caso de itens frágeis e que possam trincar ou rachar ao bater uns nos outros, como vidros.

Use divisórias

Algumas cargas, como garrafas e frascos, exigem não apenas a caixa certa, mas também divisórias padronizadas, que possam isolá-los uns dos outros. Não economize nisso. Às vezes, um único frasco quebrado pode danificar toda uma carga, no caso de líquidos viscosos ou oleosos, e também cargas de outros clientes da transportadora, no caso de líquidos contaminantes. Líquidos inflamáveis devem ser, no entanto, informados à transportadora, para que cuidados adicionais possam ser tomados.

Etiquetas e avisos

Pode criticar o trabalho da transportadora, mas sem identificar as embalagens com dizeres de “frágil”, os colaboradores do prestador de serviços não têm muito como adivinhar. Cole etiquetas de frágil, dê descrições precisas do material que está sendo transportado e, se necessário, coloque mais instruções na embalagem, como por exemplo o sentido no qual devem ser erguidas e apoiadas, número máximo de caixas no empilhamento, etc. Informação é algo essencial no transporte de mercadorias e, para garantir que o melhor serviço possível seja prestado a você, é preciso também que você faça sua parte.

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Como Identificar Tendências de Alta nos Fretes

Uma série de variáveis pode influir no preço dos fretes – algumas delas criam altas que impactam em todo o setor de transportes, mas outras afetam apenas determinados mercados e regiões. Como cliente de transportadoras, é importante que você saiba identificar e antecipar aumentos ou reajustes, o que permite a você fechar negócios com antecedência ou, na curva de baixa, postergar embarques para reduzir custos de transporte.

Uma alta nos fretes é algo que, em geral, não está vinculado apenas a movimentos de aumento e redução de demanda ou oferta. Principalmente os custos das transportadoras possuem um impacto direto e geralmente automaticamente repassado aos clientes e embarcadores. Épocas com maior demanda por caminhões e navios obviamente apresentam preços maiores nos fretes de um modo generalizado, mas esses movimentos geralmente são sazonais ou indicados pelo desempenho de outros setores. O que você precisa é rastrear itens que afetem preços e causem alta nos fretes. Dentre esses “drivers”, podemos destacar:

  • Combustíveis e derivados do petróleo.
  • Pneus e bandas de borracha.
  • Tarifas de pedágio e outros custos de circulação.
  • Dissídios e reajustes para caminhoneiros.
  • Reformas e recapeamento em rodovias.
  • Impostos e contribuições.

Cada um desses itens incide nos preços futuros dos fretes. Uma alta nos fretes, de qualquer modo, está geralmente associada a pelo menos um, senão todos os itens acima. Vamos entender o porquê disso.

Tempo de realização

É claro, as consequências de mudanças nos preços e custos decorrentes desses itens não necessariamente causam um impacto imediato nos preços dos fretes. Contudo, o prazo de realização desses custos varia e é preciso que você tenha uma ideia aproximada de quando os impactos de qualquer variação irão, de fato, refletir em uma alta nos fretes.

Tarifas de pedágio e aumentos nos preços dos combustíveis geralmente causam um impacto mais rápido. Esses reajustes estão ligados a despesas das transportadoras que são pagas à vista, e portanto modificam seus custos assim que sofrem qualquer reajuste ou baixa. Notícias sobre possíveis aumentos nos preços do diesel, óleo lubrificante, gasolina e também pedágios devem ser lidas com atenção – sempre há alguma influência nos fretes e, mesmo no caso de uma redução, acompanhar tais notícias é algo que lhe dá margem de barganha.

Por outro lado, dissídios e reajustes de categorias estão atrelados a convenções coletivas – isso leva tempo e tende a ocorrer em uma mesma época do ano. O impacto nos preços dos fretes não é imediato, mas pode ser previsto e negociado com base no tamanho do reajuste. O mesmo se dá com impostos e contribuições. Modificações tributárias são comunicadas com alguma antecedência e possuem um tempo de aplicação – além disso, impostos não são despesas de pagamento à vista.

Por fim, obras de recapeamento e manutenção de rodovias elevam, por conta do trânsito e paralisações, o número de horas pagas a caminhoneiros. A transportadora tende a repassar esse custo adicional, portanto esteja ciente das obras e interrupções em rodovias ao planejar sua carga.

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5 maneiras simples de gastar menos com fretes

O frete, especialmente na crise em que vivemos hoje no Brasil, pode ser a tábua de salvação de sua empresa – ou sua ruína. Reduzir custos com fretes, você deve saber, é sempre possível. Contudo, para isso, é preciso agir de forma inteligente e repensar todo seu processo de envio e remessa de produtos, itens e documentos. A seguir, separamos 5 dicas simples com as quais você pode reduzir seu custo de transporte de forma imediata, sem afetar seus negócios.

Fretes aéreos

Às vezes é preciso enviar documentos ou itens por frete aéreo, geralmente por questões de urgência. Contudo, essa é sempre uma opção mais cara de transporte. Somente utilize o transporte aéreo quando for estritamente necessário. Mesmo no caso de entregas urgentes, datas e prazos às vezes podem ser negociados com seu cliente, de forma a permitir outras formas mais baratas de transporte.

Cobranças adicionais

Fique atento aos extras e cobranças adicionais que são praticados pelas transportadoras. Muitas vezes, só consideramos o valor do frete em si em nossas previsões. Alguns desses extras podem ser evitados ao dividir lotes, fazer envios menores, modificando embalagens e até mesmo os pontos de entrega. Taxas de dificuldade de entrega, por exemplo, podem ser evitadas ao combinar locais melhores para a entrega de remessas aos clientes. O mesmo ocorre com as taxas de difícil acesso.

Coletas especiais, problemas de carga e descarga, agendamentos e condições de armazenamento – tudo isso pode estar tornando seu frete mais caro sem você saber. Não perca o controle e mantenha tudo anotado e descrito, para que você possa gerenciar esses custos.

Pesquise preços

Mesmo quando você já dispuser de fornecedores para fretes, tente sempre pesquisar valores em outras transportadoras. A ferramenta da CARGOBR, por exemplo, além de cotar uma operação junto a diversas transportadoras, é a única do mercado a oferecer o serviço de cotação em tempo-real. Você simplesmente pode acessar o site, cadastrar as características de sua carga, e acessar uma listagem de preços praticados por diversas transportadoras, em segundos e sem sair de sua mesa.

Negocie cada operação

Não importa quanto tempo de relacionamento você possui com uma transportadora, quantas operações já realizou ou qual o volume e natureza da carga que pretende embarcar – sempre negocie seus fretes individualmente. Jamais aceite o primeiro preço de cara e sempre tente chegar a um desconto ou, pelo menos, à dedução de valores de extras e taxas. Cada nova operação deve ser tratada de forma individualizada – faça as previsões de gastos com base em seu histórico e cotações de transportadoras, mas tente sempre reduzir o valor pago antes de fechar uma nova carga.

Monitore erros

Algumas cobranças e valores pagos por fretes acabam ficando mais caros por conta de erros de lançamento ou relativos ao produto transportado. Monitore erros e equívocos que possam estar sendo cometidos antes que eles possuam um impacto financeiro para sua empresa, e passe a realizar fretes mais baratos e também mais eficientes.

 

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