motorista de caminhão

Passo a passo para se tornar motorista de caminhão

Muitas crianças já sonharam em um dia dirigir uma carreta e sair pelas estradas do mundo.

Imaginar a vida de um motorista de caminhão que viaja por todo o país, possui amigos de norte a sul e conhece muitas cidades e muitas paisagens deslumbrantes, também já fez parte do sonho de muita gente.

No entanto, tornar-se um motorista é assumir muitas responsabilidades, pois, envolve vidas, pressão para chegar e estar pronto para partir. É necessário muita maturidade e dedicação.

Nesse post será apresentado um passo a passo do que é necessário para se tornar um motorista de caminhão. Confira!

Como se tornar um motorista de caminhão?

Para ingressar na profissão de motorista, não basta apenas boa vontade e o desejo de viajar.

A profissão exige dedicação, conhecimento técnico, equilíbrio comportamental e emocional.

A caminhada envolve persistência, trabalho e muita vontade, mas o retorno é compensador e de grandes oportunidades.

Vamos aos passos:

1 – CNH – Carteira Nacional de Habilitação

A carteira de motorista para caminhoneiros que desejam trabalhar com grandes veículos precisa ser da categoria “E” que, segundo a legislação, é a que proporciona a habilitação para dirigir trailers, carretas e articulados, acima de 6 toneladas.

Para obter essa condição, algumas exigências precisam ser atendidas:

  • Estar habilitado há pelo menos um ano na categoria “C” ou há um ano na “D” e ter no mínimo 21 anos;
  • Não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima nos últimos 12 meses;
  • Não ser reincidente em infrações médias nos últimos 12 meses;
  • Realizar exame médico;
  • Realizar avaliação psicológica;
  • Apresentar comprovante de aulas práticas em direção veicular;
  • Fazer a prova e ser aprovado nos testes de direção veicular.

Para os motoristas que pretendem transportar cargas consideradas perigosas, é necessário a comprovação de curso especializado no assunto.

2 – Buscar oportunidades no mercado

De posse de sua carteira de habilitação, o momento agora é o de buscar sua primeira oportunidade.

Existem duas possibilidades:

Empregado – onde você se coloca à disposição das transportadoras ou empresas que necessitam de motoristas.

Autônomo – você pode adquirir seu primeiro caminhão, mas precisa lembrar que terá que pagar o financiamento, conseguir cargas e sobreviver com a receita gerada pelos fretes.

3 – Exigência para os profissionais autônomos

A Lei n.º 11.442 de 5 de janeiro de 2007, artigo 2º, exige que o Transportador Autônomo de Carga (TAC) deverá fazer sua inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) da ANTT.

Para se regularizar, ele deverá comparecer em uma das unidades regionais da agência ou em um posto credenciado e comprovar requisitos como ter Cadastro de Pessoa Física (CPF ativo) e Carteira de Identidade (RG).

Deverá ainda, estar em dia com sua contribuição sindical e ser proprietário, co-proprietário ou arrendatário de, no mínimo, um veículo ou uma combinação de veículos de tração e de cargas.

Esse veículo deverá ter Capacidade de Carga Útil – CCU, igual ou superior a quinhentos quilos.

Ainda, o futuro autônomo deverá ser aprovado em um curso específico ou ter ao menos três anos de experiência na atividade.

O curso específico para o TAC terá que ser ministrado por instituição de ensino credenciada nas Secretarias Estaduais de Educação ou em cursos ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem em Transporte, Sistema “S”.

4 – Cidade ou Estrada

Existem muitas oportunidades como motorista de caminhão, no entanto, o formato de trabalho é diferenciado nas cidades e nas estradas.

O motorista que possui a CNH categoria “C”, já pode trabalhar com caminhões que tenham como peso bruto entre 3.500 kg e 6.000 kg. Normalmente são caminhões leves para entregas nas cidades.

Já a categoria “D” é destinada a motoristas para transporte de passageiros.

Se o seu desejo for trabalhar como motorista de caminhão nas estradas, dirigindo veículos acima de 6 toneladas, obrigatoriamente deverá ter a CNH Categoria “E”.

Normalmente as empresas contratam os novatos para trabalhos próximos a sua sede e na medida em que adquirem experiência, são promovidos a viagens mais longas com veículos maiores.

Agora é com você! Faça o planejamento de sua carreira, cumpra suas obrigações e vá para o mercado de trabalho, o Brasil precisa de bons motoristas profissionais.

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Carta de Correção de Nota Fiscal Eletrônica: como funciona?

A emissão de uma nota fiscal eletrônica envolve o preenchimento de muitos campos e por mais que seja feita a conferência é bem possível que você já tenha emitido uma nota com algum equívoco, acertei? O que muita gente não sabe é que é possível fazer uma Carta de Correção de Nota Fiscal Eletrônica (CC-e), não sendo necessário todo o procedimento do cancelamento e emissão de uma nova.

É possível corrigir qualquer campo?

Não, é necessário o cancelamento quando há:

  • Erro no cálculo fiscal,
  • Ajuste de valor,
  • Alteração nos dados cadastrais do prestador ou do tomador,
  • Mudança do mês de referência para o pagamento.

Nesses casos você tem até 24 horas para fazer o cancelamento da sua nota, e depois de cancelada não é possível recuperá-la.

Então quando posso usar a Carta de Correção de Nota Fiscal Eletrônica?

É possível fazer alterações nos seguintes campos:

  • Razão social do destinatário (se for uma correção e não seja feita alteração por completo),
  • Endereço do destinatário,
  • Peso e volume,
  • Data de emissão ou de saída (desde que não altere o período de apuração dos impostos),
  • Códigos fiscais (desde que não altere os valores fiscais),
  • CFOP – código fiscal de operações e prestações (desde que não altere a natureza dos impostos),
  • Dados adicionais.

A correção pode ser feita em até 30 dias e, se necessário, pode ser feita mais de uma vez, caso houver mais de uma correção é necessário que todas as informações anteriores estejam na última carta.

Como emitir uma CC-e?

Isso vai depender do sistema que sua empresa usa para emitir a nota fiscal eletrônica, mas, normalmente, é necessário que você acesse a tela de notas fiscais, selecione a que deseja fazer alguma alteração e clique na opção carta de correção ou corrigir.

Ao clicar nesse campo abrirá uma tela que deverá ser preenchida por você, descrevendo quais correções são necessárias para aquela nota, não há um padrão de texto para o preenchimento, mas o campo deve ter entre quinze e mil caracteres, sem acentos ou outros símbolos, sugerimos que faça a descrição da seguinte maneira: “Altera-se o número de volumes de X para Y.”, “Altera-se o peso total de X kgs para Y kgs.”, etc.

Geralmente, nos próprios sistemas há a opção de acompanhar o status da correção, mas caso prefira é possível acompanhar o andamento da correção pelo site: http://www.nfe.fazenda.gov.br/.

Se você ainda tiver alguma dúvida, conte com a CARGOBR, deixe seu comentário que retornaremos o mais breve possível.

Lei seca

Lei Seca – Entenda o funcionamento

A Resolução entrou em vigor dia 29/01/13

A “Nova Lei Seca” foi o apelido dado à Resolução 432, de 23/01/13, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), publicada no Diário Oficial em 29/01/13, e que tornou muito mais rigorosa a lei que já existia previamente, praticamente não fiscalizada. De agora em diante, a infração de trânsito se dá quando, realizado o teste do bafômetro, a medição alcançar quantidade igual ou superior a 0,05 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões, ou seja, a metade da quantidade anterior, que era de 0,1 mg/L, já descontando o erro máximo admissível do aparelho (0,04mg/L), conforme estabelecido pelo INMETRO. Isso significa que a margem de tolerância é o erro máximo admissível. Quando o resultado do bafômetro for igual ou superior a 0,34mg/L, também descontado o erro máximo admissível de 0,04mg/L, é considerada crime. Leia Mais