3 principais riscos para a sua carga e como preveni-los

Um famoso conto de fadas narra a história de uma menina que precisava levar doces para a avozinha doente. Para chegar ao seu destino, porém, era necessário atravessar uma floresta, arriscando ser atacada por um malvado lobo.

É mais ou menos como a personagem central desse clássico literário que nos sentimos toda vez que despachamos uma carga e tudo o que desejamos é que ela chegue sã e salva ao seu destino. Leia Mais

Documentos fiscais para o transporte de cargas

Documentos fiscais para o transporte de cargas

Quando você faz uma compra pela internet, precisa enviar ou receber alguma mercadoria, provavelmente você envia por Correios ou transportadora, certo? Mas, os Correios não servem para tudo, fique atento.  Ao enviar alguma mercadoria por transportadora, você sabe quais os documentos fiscais para o transporte de cargas? Vamos ajudar!

Sabemos que o Brasil é um dos países mais burocráticos, há muitos impostos e muitos documentos que precisam ser emitidos para o recolhimento desses. Com o transporte de cargas não é diferente, é preciso ter um planejamento para essa etapa não sair de controle. Uma etapa importante desse planejamento é providenciar os documentos fiscais para o transporte.

Vamos começar?

Documentos emitidos pelo remetente da carga

Alguns documentos precisam ser emitidos pelo remetente da carga, ou seja, aquele que está enviando a mercadoria.

Nota Fiscal Eletrônica ou NF-e

A nota fiscal é obrigatória não só para o transporte, mas para toda compra e venda de produtos e até mesmo para prestação de serviços. A Nota Fiscal Eletrônica é emitida e enviada pela internet, assim fica muito mais simples você arquivá-la para futuro acesso e para fins de fiscalização. Carga sem nota? Pode começar tudo de novo.

Saiba mais sobre os quatro tipos de nota fiscal existentes.

Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica ou DANFE

Como falamos acima a Nota Fiscal Eletrônica é online, ou seja, só existe digitalmente. Mas, para transportar um produto, você precisa da nota fiscal física. O DANFE é a nota fiscal impressa, ele serve para comprovar o recebimento do produto pelo destinatário e é o comprovante que sua carga tem nota fiscal.

Documentos emitidos pela transportadora

A transportadora também tem obrigação de emitir alguns documentos para poder transportar a sua carga.

Conhecimento de Transporte Eletrônico ou CT-e

Esse é um dos documentos fiscais para o transporte mais importante. Esse é um documento que equivale a uma nota fiscal de prestação de transporte de carga.

Como esse é um documento muito importante para todos os prestadores de transporte, fizemos um post especial para ele. Conheça um pouco mais sobre o conhecimento de transporte CT-e.

Alguns dados específicos devem estar descritos na nota fiscal, para ser possível o transporte dentro do que a legislação obriga. Confira quais são esses dados através desse post.

Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico ou DACTE

Esse documento é o CT-e impresso. Ele é o comprovante que o seu produto está sendo transportado com CT-e, ou seja, seguindo a legislação.

Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais ou MDF-e

O Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais é o documento que vincula os dados dos documentos anteriores à carga que será transportada. Deve ser emitido pelas empresas prestadoras de serviços de transporte quando há mais de um Conhecimento de Transporte Eletrônico em um único transporte. Ele é emitido e arquivado eletronicamente e deve ser emitido logo em seguida do CT-e. O MDF-e é válido para todos os estados brasileiros.

É possível encontrar mais informações sobre o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais pelo site da SEFAZ-SP.

Documento Auxiliar do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais ou DAMDFE

Esse documento é a parte impressa do MDF-e, serve para acompanhar a mercadoria transportada em caso de fiscalizações.

Ficou com alguma dúvida? Conte com a CARGOBR!

Frete grátis existe?

Uma das estratégias de venda de lojas virtuais é o frete grátis, e de fato essa frase atrai consumidores e curiosos, trazendo retorno para o e-commerce. O problema é que não existe serviço sem custo, existem alguns artifícios para aumentar o número de acessos e de compras nos sites e o frete grátis é um deles.

Como surgiu o frete grátis?

A política de frete grátis surgiu no começo do e-commerce nos Estados Unidos, lá em meados de 90. Para estimular as compras pela internet, que ainda não eram populares, criaram uma estratégia de frete gratuito, onde quem optasse pela compra online receberia sua mercadoria em casa e sem custos adicionais.

Quando as lojas virtuais vieram para o Brasil, perto dos anos 2000, o modelo de negócios se baseou na experiência americana e também passou a oferecer o frete grátis, porém o custo com transporte aqui é muito maior do que nos EUA, aliado com um planejamento logístico falho fez com que muitas lojas virtuais tivessem uma margem pequena de lucro.

Por fim, quem paga o frete que é grátis?

Muitas vezes você mesmo. Algumas empresas embutem o valor do frete na nota, fazendo uma média de custo de logística com determinado artigo e aumentando o valor final do produto.

Algumas vezes a empresa arca parcialmente com os valores, mas normalmente essas empresas têm parceria com transportadoras que fazem esse serviço com valor abaixo de mercado, com qualidade abaixo e entrega fora do prazo estipulado.

E o que as empresas tem feito?

O frete grátis vem caindo a cada ano, as empresas têm repassado esses custos aos clientes. Vem surgindo uma nova política de frete, onde é ofertado diversas opções de entrega de uma mesma mercadoria. Se você precisa do produto com urgência, normalmente poderá optar pela entrega no mesmo dia, se tiver disposto a pagar um pouco mais por isso, se não tiver pressa poderá optar pelo valor de frete mais em conta.

Mas lembre-se: nenhuma transportadora está entregando sua mercadoria sem custos, isso não existe. Todo o frete exige uma cobrança, o que muda é por qual caminho a empresa que você comprou cobrará.

Carta de Correção de Nota Fiscal Eletrônica: como funciona?

A emissão de uma nota fiscal eletrônica envolve o preenchimento de muitos campos e por mais que seja feita a conferência é bem possível que você já tenha emitido uma nota com algum equívoco, acertei? O que muita gente não sabe é que é possível fazer uma Carta de Correção de Nota Fiscal Eletrônica (CC-e), não sendo necessário todo o procedimento do cancelamento e emissão de uma nova.

É possível corrigir qualquer campo?

Não, é necessário o cancelamento quando há:

  • Erro no cálculo fiscal,
  • Ajuste de valor,
  • Alteração nos dados cadastrais do prestador ou do tomador,
  • Mudança do mês de referência para o pagamento.

Nesses casos você tem até 24 horas para fazer o cancelamento da sua nota, e depois de cancelada não é possível recuperá-la.

Então quando posso usar a Carta de Correção de Nota Fiscal Eletrônica?

É possível fazer alterações nos seguintes campos:

  • Razão social do destinatário (se for uma correção e não seja feita alteração por completo),
  • Endereço do destinatário,
  • Peso e volume,
  • Data de emissão ou de saída (desde que não altere o período de apuração dos impostos),
  • Códigos fiscais (desde que não altere os valores fiscais),
  • CFOP – código fiscal de operações e prestações (desde que não altere a natureza dos impostos),
  • Dados adicionais.

A correção pode ser feita em até 30 dias e, se necessário, pode ser feita mais de uma vez, caso houver mais de uma correção é necessário que todas as informações anteriores estejam na última carta.

Como emitir uma CC-e?

Isso vai depender do sistema que sua empresa usa para emitir a nota fiscal eletrônica, mas, normalmente, é necessário que você acesse a tela de notas fiscais, selecione a que deseja fazer alguma alteração e clique na opção carta de correção ou corrigir.

Ao clicar nesse campo abrirá uma tela que deverá ser preenchida por você, descrevendo quais correções são necessárias para aquela nota, não há um padrão de texto para o preenchimento, mas o campo deve ter entre quinze e mil caracteres, sem acentos ou outros símbolos, sugerimos que faça a descrição da seguinte maneira: “Altera-se o número de volumes de X para Y.”, “Altera-se o peso total de X kgs para Y kgs.”, etc.

Geralmente, nos próprios sistemas há a opção de acompanhar o status da correção, mas caso prefira é possível acompanhar o andamento da correção pelo site: http://www.nfe.fazenda.gov.br/.

Se você ainda tiver alguma dúvida, conte com a CARGOBR, deixe seu comentário que retornaremos o mais breve possível.