Saiba a diferença entre carga fracionada e completa

Saiba a diferença entre carga fracionada e completa

Você que já trabalha com a CARGOBR provavelmente está ambientado ao termo, mas devemos saber que, basicamente, quando se trata de transportes rodoviários, temos dois tipos de carga: a completa e a fracionada. Muito tempo atrás, a indústria e o varejo iniciaram seus transportes utilizando frotas próprias, com seus próprios veículos. Entretanto, principalmente no caso de varejistas, o uso de um caminhão inteiro para transportar, muitas vezes, uma ou outra encomenda, representava um enorme desperdício de espaço, tempo e, principalmente, dinheiro.

A partir dos anos 1980, muitas empresas aposentaram suas frotas próprias e passaram a contar com a prestação de serviços de diversas transportadoras. Sem ter de arcar com o prejuízo de movimentar caminhões com pouca carga, varejistas passaram a pagar apenas pelo espaço utilizado em cada remessa, o que tornou seus custos com logística mais uniformes e até previsíveis. Algumas indústrias, no entanto, mantiveram  parte de seu transporte em frota própria: isso porque na verdade trabalham nesses casos com a chamada “carga completa”, ou seja, apenas deixam suas unidades industriais uma vez que o caminhão esteja plenamente ocupado com seus produtos.

Origem da carga fracionada

O setor logístico logo percebeu que a demanda pela chamada carga fracionada poderia, também, resolver diversos problemas de sub-ocupação de veículos para transportadoras. Organizando rotas e trajetos e compartilhando um mesmo caminhão para diversos clientes, muitas empresas de logística passaram a operar com sucesso nesse nicho, resolvendo um problema enfrentado por ambos os lado.

A mudança na lógica do setor abriu a possibilidade de negociações de fretes para pequenas e micro empresas e até mesmo pessoas físicas. Sem arcar com o custo de afretamento do caminhão todo, clientes menores passaram a ter um maior acesso a serviços de transportes e transportadoras, por sua vez, ganharam um número infindável de novos clientes.

Por outro lado, as transportadoras passaram a priorizar mercados e rotas nos quais podiam encher facilmente seus caminhões, em razão da demanda. Em rotas menos movimentadas, o frete seguiu caro e as opções poucas para clientes com esse tipo de necessidade.

O frete online

A internet veio a resolver esse pequeno inconveniente, que era grande no caso de algumas empresas. Ampliando o raio de ação para transportadoras regionais, plataformas de cotação de frete online, como a CARGOBR, ligaram pequenas transportadoras que atuavam em mercados mais distantes com clientes que precisavam pagar menos pelo transporte pontual de alguns de seus produtos. Com mais gente conversando entre si, cidades e regiões nas quais, antes, era praticamente impossível trabalhar com carga fracionada entraram literalmente no mapa do segmento.

banner

 

admin
thiago.paim@cargobr.com
2 Comentários
  • Felix Bispo
    Posted at 22:30h, 22 janeiro Responder

    Muito bom conteúdo!
    Conhecer a historia para poder entender.

    Atc,

    Felix Bispo

    • admin
      Posted at 16:52h, 23 janeiro Responder

      Obrigado pelo comentário Felix.

Postar Comentário