Primeiro semestre forte para pesados

A safra recorde em vários produtos agrícolas e também o aumento das importações levaram a um crescimento também recorde na vendas de caminhões das categorias pesado e superpesado – caminhões para carga de longa distância e produtos a granel também. De um modo geral, segundo números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os licenciamentos de novos caminhões obtiveram, ao longo do primeiro semestre deste ano, uma alta de 5,1%. A notícia em si já é boa, mas não tão boa quanto para o segmento de pesados isoladamente – as vendas de carretas de grande porte cresceu mais 33% no período.

Entre as montadoras, as grandes vitoriosas foram Scania e Volvo – com base instalada há mais tempo no país e uma linha maior de caminhões para esse segmento, que envolve grandes transportadores de carga, as duas fabricantes quase que dobraram suas vendas este ano. A Scania vendeu 9.627 carretas pesadas no primeiro semestre, contra 4.358 nos mesmos meses de 2012. A Volvo ampliou suas vendas de 4.510 para 6.875 caminhões em igual período.

A expectativa é de que, para o atual semestre, as vendas permaneçam acima do registrado no ano passado. Embora a safra não deva continuar a fomentar vendas recorde de caminhões, licenciamentos seguem em alta e grandes operadores logísticos estão aproveitando condições de financiamento relativamente boas junto ao BNDES, por exemplo. A notícia negativa, para os felizes proprietários de alguns desses novos caminhões, é que a alta do dólar pode encarecer os preços de manutenção e substituição de alguns componentes – então a dica é ficar de olho nos preços e adquirir peças de reposição por antecipação, sempre que possível. Também a alta nas cotações do petróleo poderá impactar nos custos com resinas e borrachas sintéticas, ou seja, pneus deverão ficar mais caros nessa segunda metade de 2013.

Aposta

Embora não tenha registrado crescimento tão pujante em suas vendas para transportadores e empresas de logística, a americana International aproveitou a alta no segmento este ano para consolidar sua mudança para o município gaúcho de Canoas. A empresa ergueu ali uma fábrica com capacidade para produzir até 5 mil caminhões por ano das linhas 9800i e DuroStar – carretas com capacidade de carga entre 26 e 42 toneladas. A unidade, com 40 mil metros quadrados, também abriga agora uma linha de motores MWM International.

Também este ano, a Mercedes-Benz comemorou a marca de 2 milhões de veículos comerciais produzidos no país – atuando no Brasil desde 1956, a alemã já produziu por aqui 1,37 milhão de caminhões e 630 mil ônibus.

Leitor de código de barras

Identificação de carga – o código de barras

O código de barras, na logística rodoviária e também outros modais, é um velho conhecido. O sistema, utilizado até hoje, foi descoberto pela IBM em 1973, embora sua ideia tenha sido anteriormente patenteada por dois pesquisados da Universidade de Drexel, na Filadélfia, Estados Unidos. O padrão internacional EAN-13 (de European Article Number) é utilizado no mundo inteiro, Leia Mais

Mobilidade urbana – e o transportador?

Soluções de mobilidade urbana estão no topo da lista de preocupações das diversas esferas governamentais no país – além de críticas costumeiras em relação aos gargalos logísticos do país, cobranças da população deverão levar soluções adotadas hoje apenas em grandes capitais, como rodízios, restrições de circulação, faixas e vias exclusivas, entre outros, a cidades de médio e até pequeno porte. Para transportadoras e empresas de carga, a proliferação dessas medidas pode significar a necessidade de uma frota maior Leia Mais

Roubo de cargas: prejuízos de R$ 1 bilhão

Os prejuízos com o roubo de cargas no Brasil já superam R$ 1 bilhão, de acordo com estimativas e levantamentos de entidades do setor. No último balanço fechado pela NTC Logística, para 2011, prejuízos chegaram a R$ 920 milhões em mais de 13 mil ocorrências no país. Desse total, mais de 50% no estado de São Paulo e praticamente 85% apenas na Região Sudeste. O roubo e receptação de Leia Mais