Trocando de transportadora sem crises

Trocando de transportadora sem crises

É ótimo ter um relacionamento de anos com um cliente ou fornecedor, mas às vezes simplesmente não dá. Em alguns casos, sua empresa terá de buscar outras opções de transportadora, por mais dependente ou acostumado que você esteja a determinada empresa logística. O atendimento e a possibilidade de descontos e vantagens deve acompanhar e privilegiar sempre o cliente mais antigo, só que às vezes isso não ocorre.

A CARGOBR separou algumas dicas para ajudar você na hora em que a mudança de transportadora se tornar uma necessidade ou uma alternativa melhor para seu negócio.

Um passo à frente

Se você possui contratos que estão para vencer e não pretende renová-los, por qualquer razão que seja, o melhor é que você comece a procurar novos fornecedores e transportadoras alguns meses antes do término do acordo. Isso permitirá a você migrar os fretes de forma gradativa, sem atrasos para seus clientes e sem confusão na papelada – algo de bom para sua empresa e seu novo fornecedor também.

Exceções não são regras

Quando assinamos um contrato, pressupõe que os termos ali contidos serão seguidos por ambas as partes. É claro que eventualidades ocorrem e, muitas vezes, relevamos os problemas por conta de um bom serviço prestado na maioria dos casos.

O problema é que algumas “exceções” se tornam regras em muito pouco tempo e com facilidade. Nesses casos, o melhor a fazer é procurar outra transportadora. Mas lembre-se – na próxima, inclua multas e punições em contrato para irregularidades e cláusulas não cumpridas. Além de desencorajar o “jeitinho”, isso dá a você meios legais para buscar suas perdas e direitos, caso problemas venham a ocorrer.

Queda na oferta e qualidade

Muitas transportadoras passam por dificuldades, especialmente em tempos de crise. Podemos relevar algumas coisas, porém a qualidade do serviço deve ser sempre mantida – ou o contrato suspenso ou renegociado. Uma transportadora em dificuldades muitas vezes prefere reduzir o nível de atendimento e usar equipamentos e veículos mais velhos com seus clientes mais antigos e habituais, reservando carros novos e uma equipe mais atenta a novos clientes e prospects. Caso você não note melhorias após reclamar, talvez seja melhor você buscar outra transportadora, melhorando o atendimento e ganhando prioridade.

Ninguém está fazendo um “favor”

Você possui um contrato de longo prazo com uma transportadora? Paga pelos serviços de modo assíduo e regrado, sempre em dia? Então antes de mais nada coloque o seguinte em sua cabeça: ninguém está lhe fazendo um favor. Atender bem e adequar seus padrões de serviço às suas necessidades como cliente é uma obrigação, não uma “quebra-de-galho” por parte da transportadora. Se tudo é sempre muito difícil e complicado e serviços banais são prestados como sendo grandes favores ou milagres, essa é a hora de buscar um fornecedor mais sério e comprometido.

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Problemas da carga heterogênea

Problemas da carga heterogênea

Não resta dúvidas de que, em muitos casos, é difícil resistir a ofertas de frete mais em conta e você acaba enviando vários itens em uma mesma operação, ainda que eles não tenham qualquer relação entre si. Mas há um grande problema nessa prática, que pode estar ocultando prejuízos em seu negócio que, cedo ou tarde, irão aparecer, com direito a um efeito bola-de-neve. A razão é muito simples: alguns itens que você transporta ou comercializa possuem margens diferentes e o frete é um dos principais fatores que influi nessa matemática. Como você envia mercadorias com boas margens junto a outros produtos, acaba ocultando prejuízos e se torna cego para itens que não geram lucro para sua empresa.

Como contornar o problema?

Não há discussão – se o frete é mais barato, você deve sim misturar lotes de produtos distintos para conseguir maior competitividade. Entretanto, é preciso que você saiba exatamente quanto cada um desses produtos está perdendo de margem no transporte. Para tanto, além da cotação da remessa integral, é necessário que você peça cotações por produto, ainda que somente para referência e controle. Assim, você pode identificar linhas de produtos que lhe causam prejuízo e trabalhar em estratégias para reverter o problema – ou simplesmente deixar de comercializar alguns desses itens. Há ainda casos nos quais determinado cliente ou tipo de cliente adquire de sua empresa um mix de produtos determinado. Você sabe que ali no meio, alguns dos produtos geram um lucro mais acentuado. Contudo, nos casos nos quais a remessa é constante e repetitiva, mesmo possuindo produtos diferentes, você pode simplesmente contabilizar a operação em “pacotes”, averiguando os lucros do lote de mercadorias como um todo. Ainda assim, algum cálculo em relação à cubagem e aos custos individualizados com o transporte pode permitir à sua empresa buscar meios para reduzir os custos com frete, uma ótima pedida, ainda mais em um ano de crise econômica.

Carga heterogênea no e-commerce

No e-commerce, cargas heterogêneas são ainda mais comuns. Cada produto deve possuir, no entanto, uma estimativa de frete. Alguns desses itens podem ser sugeridos em pacotes com descontos para clientes, de modo a mitigar custos de frete altos com outras mercadorias que possuam uma configuração mais vantajosa. A equação que leva um e-commerce ao sucesso está ainda mais ligada aos preços de transporte das mercadorias, assim como sua estocagem, portanto manter cotações individualizadas e sempre em dia pode ajudar você a decidir quais os produtos a manter ou a retirar de sua loja virtual.

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3 dicas para gastar menos com fretes

3 dicas para gastar menos com fretes

Tudo está ficando mais caro – não é mais intriga da oposição. A virada do ano trouxe índices de inflação mais acelerados e, como era de se esperar, os custos com o frete também subiram e devem subir mais. Para você que é um embarcador, manter as margens em seus produtos se tornou um desafio, principalmente quando o repasse não é uma esperança em seu mercado. Para equilibrar as coisas, você terá de atuar com inteligência, tentando reduzir os preços médios que hoje você gasta com fretes e transporte, e a CARGOBRtrouxe três dicas simples para ajudar você nessa missão.

Controlando custos por rota

Se você ainda não possui uma estratégia de controle de custos com frete, apenas mantendo os valores pagos em tabelas rudimentares, chegou a hora de impor alguma inteligência na organização desses preços pagos. Comece separando as principais rotas percorridas por seus produtos e remessas, de preferência por aquelas mais frequentes. Separar os custos por rota permite que você deixe de comparar “maçãs com laranjas”, ou seja, poderá dizer de fato quando um frete é barato, caro ou está na média, comparando quilometragens e valores que deveriam estar sempre em um mesmo patamar.

Algumas rotas específicas tiveram saltos inflacionários maiores – esse tipo de controle permitirá a você identificá-las e, talvez, estudar rotas alternativas que possuam um menor custo ou sejam mais vantajosas do ponto de vista logístico – mesclando entregas com outras regiões ou operando em cidades e roteiros que possuam maior disponibilidade no fracionamento de cargas e, portanto, maior margem de barganha junto a transportadoras.

Novas embalagens

Não é apenas o peso que determina os preços de um frete na modalidade fracionada. Muito pelo contrário, o espaço físico que você ocupa em um caminhão é um fator muito mais relevante nos cálculos do valor que você irá pagar – é a chamada cubagem. Se você acha que algumas de suas embalagens ocupam mais espaço do que é necessário, talvez seja o momento oportuno para reformular isso. Materiais menos frágeis podem ser acondicionados em embalagens sem muita proteção ou espaço extra, reduzindo assim volumes e poupando a você alguns reais valiosos na hora de negociar um frete.

Fretes online

A busca e cotação de fretes online é, sem dúvida, uma das melhores ferramentas criadas nos últimos anos para o embarcador. Pesquisando em websites como o da CARGOBR, você consegue acesso a centenas ou milhares de transportadoras e, para cada necessidade de frete que postar, costuma receber dezenas de cotações e propostas de empresas de logística interessadas. Com isso, além de ganhar uma maior variedade de fornecedores, você pode selecionar o melhor preço para cada remessa que pretende fazer, e recuperar com isso parte da margem perdida com o retorno da inflação.

 

Carga fracionada – um pouco de história

Carga fracionada – um pouco de história

A carga fracionada hoje é uma modalidade usada pela maioria dos embarcadores de pequeno e médio porte, ou por aqueles com portfólios muito variados, e também atendida pela grande maioria das transportadoras. Mas nem sempre as coisas correram desse modo – a história da carga fracionada, para efeitos de mercado, começou apenas na década de 1940, quando empresas passaram a atuar de modo mais segmentado em sua distribuição.

Logo em seu início, transportadoras de carga fracionada não dispunham de sofisticados dispositivos de comunicação e automatização de processos, e o foco de controle estava completamente voltado aos estoques. Apesar de trazer benefícios em relação aos tempos de entrega, o começo da história da carga fracionada envolvia gastos estrondosos em armazenamento e estoque, bem como em sua gestão.

Influindo na produção

Somente por volta dos anos 1970, na América do Norte, grandes cadeias do varejo começaram a imprimir uma maior integração ao processo de carga fracionada. Um planejamento baseado em previsões e estimativas começou a ser imposto, uma vez que aumentavam o volume e a variedade de bens transportados. Uma certa racionalização e padronização começou a ser incluída nos processos de estocagem e armazenamento, e as previsões de demanda e oferta efetuadas pelos varejistas possibilitavam a programação da própria produção, impedindo produtos de serem empilhados em armazéns e, com isso, elevar desperdícios e danos ao material.

O estoque “zero”

Esse passou a ser o objetivo da cadeia na década de 1990. Com softwares e sistemas complexos, estoques e vendas passaram a ser alinhados de forma mais precisa, sendo que a meta final era sempre eliminar qualquer volume “parado”, colocando em paralelo a produção e a distribuição.

A inclusão de tags, códigos de barra e outros dispositivos de rastreamento e controle permitiu uma integração muito maior entre todos os constituintes da cadeia logística e, apesar das operações de frete e carga aumentarem freneticamente, depósitos e armazéns na verdade diminuíam.

A era da otimização

Na virada dos anos 2000, não apenas no Brasil, mas no mundo, o setor logístico encontrava-se quase que em colapso. A entrada do comércio eletrônico apenas intensificou um trânsito de mercadorias que já era frenético, gerando a necessidade de mais inteligência no setor.

Softwares se sofisticaram ainda e se tornaram sistemas na nuvem, interconectados e geralmente controlados e analisados por empresas que prestavam serviços de consultoria na área, o que acabou culminando no aparecimento da figura do 4PL, ou empresas de quarteirização.

Hoje, a carga fracionada se alia à internet para agilizar e aproveitar espaços em modais de transporte de modo ainda maior – um exemplo dessa tendência é a própria CARGOBR. Os poucos espaços que ainda sobram em caminhões e outros meios de transporte são diariamente preenchidos com cargas e encomendas de diversas empresas, possibilitando às transportadoras o uso completo de seus recursos e aos embarcadores, oportunidades de transporte a preços mais competitivos.

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5 dicas para uma melhor gestão de fretes

5 dicas para uma melhor gestão de fretes

Gerenciar a logística de sua empresa não é uma tarefa fácil, mesmo quando o nível de movimentações é baixo. Contudo, algumas dicas e técnicas podem auxiliar você na hora de gerir seus transportes, remessas e recebimentos, além de reduzir as possibilidades de erros e equívocos em seu dia a dia. Em primeiro lugar, a gestão de fretes é algo que deve receber alguma atenção de qualquer tipo de negócio. Mesmo para empresas que apenas utilizam motoboys ou serviços de courier, uma boa racionalização nos transportes pode evitar gastos desnecessários e também atrasos e problemas no recebimento ou entrega de cargas e volumes.

Dois tipos de frete

Em primeiro lugar, tente separar seus fretes em duas categorias principais: aqueles pagos em suas compras ou aquisições e aqueles pagos na entrega de produtos e itens para clientes. No mercado, costuma-se referir ao primeiro grupo como fretes “inbound” e ao segundo como “outbound”. A separação facilita alguns cálculos necessários à boa manutenção de seus negócios. Enquanto o primeiro grupo compreende um custo que deve ser associado à manutenção de seu negócio, o segundo grupo na verdade é um custo de venda, e incidirá de forma direta nas margens dos produtos e serviços que você comercializa.

Indo mais a fundo

Uma vez separados os fretes nesses dois grupos principais, é preciso que você defina, em cada um deles, quais os fluxos mais frequentes: fornecedores dos quais você adquire produtos com frequência, clientes habituais, rotas mais usadas de distribuição e operações de entrega mais previsíveis. Tente levantar dados como a distância média para cada um desses fluxos, volume e valor médio dos produtos transportados, bem como a existência de outros custos, como pedágios. Após separar e detalhar cada um dos fluxos, você poderá ver com maior clareza quais as operações que realmente dão lucro ou estão de acordo com um nível aceitável de gastos, e aquelas que causam prejuízos.

“Dossiês” de transportadoras

Crie relatórios que avaliem o serviço das transportadoras que atendem sua empresa. Relacione todos os dados de contato, operações que foram e serão efetuadas, bem como uma avaliação de cada um dos fretes, tanto em termos de custo quanto em relação ao nível de perdas, atrasos, acomodação geral dos produtos e eficiência e tempos de carga e descarga. Isso evitará que você permaneça com transportadoras que não prestam um bom serviço e, ao mesmo tempo, permitirá a você ver quais são aquelas que realmente estão atuando conforme as expectativas.

Negociação sem fim

Um bom empresário nunca para de negociar. Utilize os dados que você levantou na etapa anterior para exigir melhorias por parte das transportadoras, solicitar descontos ou abatimentos por atrasos ou operações feitas fora das conformidades e até mesmo para renegociar contratos e acordos.

Tecnologia na gestão de fretes

Não deixe de utilizar controles associados a softwares e bancos de dados em sua organização. Além de facilitar a integração com outras áreas e sistemas de sua empresa, controlando e gerindo transportes por meio de softwares e até mesmo sistemas na nuvem você evita a perda ou extravio de dados e documentos, pode dispor relatórios a todos dentro da empresa e também facilitar a comunicação com as próprias transportadoras e outros prestadores de serviços, como despachantes, contadores, advogados e traders.

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