Os bastidores da logística expressa – esteiras

Quando falamos em logística imediatamente pensamos em movimento, em grandes distâncias e em equipamentos e máquinas de tamanho colossal, como navios, aeronaves e caminhões de carga pesada. Entretanto, quando isso se refere à logística expressa e serviços de courier, tais como as gigantes Fedex e UPS, boa parte do processo de logística, organização, separação e entrega ocorre de forma quase que totalmente automatizada, em sistemas complexos que são construídos dentro de galpões e armazéns.

Atualmente, quase todo o trabalho de separação de mercadorias por tamanho, tipo, destino e até mesmo valor são realizadas por intermináveis sistemas de esteiras móveis, em empresas como Fedex, UPS e mesmo os Correios brasileiros. A partir da leitura das informações de rastreamento e identificação da carga contidas em etiquetas de RFID, códigos de barra e outros, um enorme complexo de esteiras e pás de separação vai “escolhendo” pacote por pacote, a partir de grandes remessas coletadas por essas empresas junto aos remetentes.

Grosso modo, embora as instalações e sistemas de esteiras grandiosos nessas empresas chamem a atenção, o grande segredo tecnológico está na união de técnicas de identificação, rastreamento e etiquetagem de mercadorias com softwares que operam essas esteiras. Como é possível ver na foto, esses sistemas possuem esteiras com afluentes e bifurcações, que se ligam a outras esteiras. A cada nova caixa ou pacote, leitores e sensores captam o conteúdo das etiquetas de identificação, disparando ou não pás que empurram esses pacotes para esteiras e ramais afluentes, de modo que tais remessas possam ser enviadas a diferentes destinos.

Quanto ao funcionamento dessas estruturas? Um pouco difícil explicar, mas o vídeo abaixo, de um dos “super hubs” de distribuição da Fedex, esse localizado em Memphis, dá um ideia clara daquilo que estamos falando. A entrega e o frete expressos somente são possíveis graças à redução drástica do tempo de seleção e organização em armazéns, como ilustra o vídeo.

O vídeo mostra exatamente como o processo é simples, quando observado “de dentro”. Toda carga passa por um leitor óptico, e a partir daí, o software responsável pela operação do centro já calcula toda a trajetória dessa mercadoria ao longo do armazém da empresa. Por isso a velocidade: segundos após a entrada no depósito, já se sabe para onde vai cada pacote e qual caminho deverá percorrer ao longo do sistema de esteiras.

Complementando, o maior “Sorter” (Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas) da América Latina é da Braspress, e foi inaugurado em 2009. Esse sistema ajuda a empresa a escoar um montante de até 8.400 volumes por hora. O sistema, que fica num complexo da empresa no Rio de Janeiro, teve um investimento da ordem de R$35 milhões. Com isso, um trabalho que até há alguns anos atrás demorava de 5 a 6 horas hoje pode ser feito em menos de 60 minutos.

admin
thiago.paim@cargobr.com
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