O aumento dos combustíveis afeta meu gasto com fretes?

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publicado: 13/11/2014
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A Petrobras anunciou, depois de muitos rumores, boatos e “chutes”, um aumento de 5% nos preços do óleo diesel na distribuição. A verdade é que muitos postos de gasolina já vinham, antes mesmo do anúncio oficial, realizando alguns ajustes, e um novo aumento para o consumidor final pode ocorrer agora que o número oficial foi divulgado. E, para você que utiliza serviços de transporte, como isso afetará seu bolso?

A grande probabilidade é de que, em um primeiro momento, o aumento não vá ser sentido de forma relevante para o contratante de serviços de frete. Os preços médios do frete, seja ele de pequena ou longa distância, já mantêm uma defasagem que, segundo os números da Confederação Nacional dos Transportes (NTC), já chega próximo de 10%. A mesma entidade ainda levantou que a alta de 5% nos preços do diesel irão causar um aumento de custos da ordem de até 1,72% para as empresas de transporte.

Entretanto, após a chegada do segundo semestre do ano, o frete para graneis e contêineres registrou alguma baixa e desaquecimento, embora o mercado de cargas fracionadas tenha mantido sua força. É muito provável que a maioria das transportadoras se disponha a simplesmente absorver o reajuste do diesel, de forma a manter preços para a maioria de sua clientela, uma vez que a economia em geral sofreu uma arrefecida e muitos dos grandes contratos de transporte tiveram ajustes.

Tendências para o frete

Entretanto, se olharmos para a coisa toda como uma tendência para o que está por vir em 2015, há sinceras preocupações em relação aos gastos com transportes. Já se fala em novo reajuste para combustíveis no começo do próximo ano, e empresas terão de lidar também com uma alta de quase 20% nos gastos com energia elétrica, além de um dólar mais alto e alternativas de financiamento e empréstimo menos vantajosas, com juros mais altos no geral. Esse cenário, unido à defasagem de mais de 10% nos preços dos fretes, podem levar a uma alta considerável já a partir do Natal, a depender do grau de aquecimento do varejo.

Como usuário de serviços de frete, o mais prudente é considerar uma pequena alta em seus gastos com transportes para 2015 já nas planilhas deste ano – o mercado de cargas fracionadas continua aquecido e pode sofrer ajustes ainda no final do ano, que irão impactar no seu bolso a partir de janeiro. Além disso, com os repasses ocorrendo no setor de derivados de petróleo, há uma grande probabilidade de que outro insumo essencial ao setor sofra reajustes nos próximos meses: o mercado de pneus, além dos óleos lubrificantes, que também deverão ficar mais caros.

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Um comentário

  1. george nascimento

    21/04/2015 as 19:10

    Após dois aumentos de Diesel (novembro e janeiro), o valor gasto para quem roda com o Diesel S10 chega a representar 70% do apurado com os fretes. Ou seja, paga-se para rodar. São os caminhoneiros e donos de caminhão pagando pelas ingerências do governo e desmandos e corrupção na Petrobras.

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