Desvendando os navios de carga – parte 2

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publicado: 27/05/2014
navio

Navios-tanque

Vimos que navios de granéis sólidos possuem classificação conforme seu tamanho, porte e mesmo rota específica. O mesmo se aplica a uma classe muito similar de embarcações, que possui no entanto algumas particularidades e distinções – os navios-tanque, petroleiros e navios para o transporte de gás liquefeito. Igualmente enormes, esses navios possuem uma categorização muito semelhante à dos granéis sólidos, mas estão ligados a outras rotas em particular, principalmente em razão à disposição das áreas produtoras e consumidoras de petróleo e gás natural.

No caso de navios petroleiros, são mantidos os tamanhos de entrada: Handymax e Panamax, inclusive com mesmas capacidades. Entretanto, quanto incluímos navios de maior porte, chegamos a tipos distintos:

  • Aframax – são navios-tanque com capacidade entre 80 mil e 120 mil toneladas de líquidos. Seu nome, curiosamente, não está ligado a qualquer rota marítima, mas sim aos padrões de uma empresa. Seu nome traz a sigla de Average Freight Rate Assessment (AFRA), um sistema de padronização de contratos de compra e venda de petróleo e derivados estabelecidos pela Shell, em 1954.
  • Suezmax – navios entre 120 mil e 170 mil que podem trafegar pelo Canal de Suez, uma rota de vital importância para escoamento da produção dos países do Oriente Médio rumo à Europa e Mar Mediterrâneo.
  • VLCC e ULCC – super petroleiros, com capacidades que podem até mesmo ultrapassar as 300 mil toneladas.

Outra classificação existente para navios dessa natureza tem a ver com o tipo de derivado ou refinado que eles transportam. São navios Crude aqueles que transportam o petróleo em si, sendo que os demais se subdividem em Clean Products e Dirty Products. Os primeiros carregam derivados mais nobres, como combustíveis leves e nafta, sendo vedados para impedir contaminações. Os navios de “dirty products” levam derivados mais pesados e viscosos, que exigem inclusive aquecimento dos tanques.

Finalmente, existem cargueiros que transportam gases – tanto o GLP, liquefeito de petróleo, quanto o GNL, ou gás natural liquefeito. No caso dos primeiros, há tanto cargueiros que transportam o gás em temperatura ambiente e enormes pressões quanto tanques que trafegam refrigerados, a temperaturas que podem chegar a -48°C. No caso do GNL, navios trafegam com tanques refrigerados a temperaturas baixíssimas, de -165°C, próximas à temperatura de vaporização do gás. Nesse caso, há diferentes tanques, com membranas que permitem a expansão e contração natural do gás.

Produtos químicos

Geralmente transportados em volumes menores que o petróleo e derivados, produtos químicos em geral utilizam cargueiros menores, cujos tipos podem variar de acordo com as propriedades das substâncias sendo transportadas:

  • Navios tipo I – substancias perigosas com efeitos graves para além da vizinhança imediata do navio;
  • Navios tipo II – substancias perigosas que não têm efeitos graves para além da vizinhança imediata do navio;
  • Navios Tipo III – substancias menos perigosas para o meio ambiente.

Mini cargueiros e navios genéricos

Outras cargas não exigem navios de tão grande porte e acabam sendo transportadas em cargueiros menores – geralmente navios de cabotagem ou transporte de menor distância. Algumas categorias se destacam, com capacidades que dificilmente ultrapassam 10 mil ou 15 mil toneladas:

  • Heavy-lift para transportar cargas cujo peso seja muito grande em comparação com o volume;
  • Cattle Carriers para o transporte de gado e animais;
  • Log Carriers para o transporte de toros e troncos de madeira;
  • Reefers para o transporte de cargas refrigeradas em geral.

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