Drones – será que essa tecnologia pega?

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publicado: 30/07/2014
drones

Drones são tendência na área tecnológica

Muito se lê ultimamente na imprensa de tecnologia a respeito dos chamados “drones” – robozinhos voadores portáteis, muitas vezes controlados por dispositivos simples, como apps em smartphones. Os grandes operadores e empresas de logística mundiais começaram a investir em pesquisas e testes com essas pequenas máquinas voadoras, principalmente como alternativas para o transporte de pequenas remessas e encomendas em escala urbana. A própria Amazon.com vem realizando testes bem-sucedidos com esses robôs, mas uma pergunta permanece em aberto: eles são mesmo viáveis?

Nos Estados Unidos, muitos drones produzidos por startups e pequenas empresas de eletrônica já chegam ao mercado com preços abaixo dos US$ 2 mil – um valor bastante em conta, se pensarmos que alguns laptops e smartphones atingem esse valor. Mas para empresas de logística, o buraco é um pouco mais embaixo – eles podem ser baratos, mas quanta mercadoria teriam de transportar para equiparar o investimento? Podemos argumentar que, transportando produtos menores e de alto valor, como jóias ou mesmo remessas de dinheiro, essas máquinas rapidamente se pagariam, mas é pouco provável que comerciantes e mesmo clientes se disponham a transportar valores tão altos em uma máquina que não possui aparatos de segurança no curto prazo. Por outro lado, elimina-se custos trabalhistas e de combustíveis fósseis.

Aparências

Pelo menos nos próximos 5 ou 10 anos, os drones devem figurar mais como um dispositivo de marketing – uma excentricidade para conseguir ganhar clientes e atender a demandas extremamente específicas, em eventos ou espetáculos, por exemplo. O custo dos robôs, contudo, deve cair vertiginosamente nos próximos anos, ao passo que a tecnologia irá se apurar. Nesse cenário, ganharão vantagem aquelas empresas que já tiverem realizado testes e experiências nesse sentido.

A grande questão é que tanto imprensa quanto opinião pública parecem estar levando realmente a sério as experiências conduzidas com drones na área logística. Há poucos anos, é muito provável que a excentricidade tivesse virado motivo de chacota na imprensa, ou caído em descrédito à luz da primeira falha. O fato é que precisamos urgentemente de soluções logísticas mais baratas, rápidas e menos poluentes, especialmente na esfera urbana, coisa que os drones atendem perfeitamente.

Riscos

Comprovar a viabilidade dos drones no segmento de transportes, contudo, é algo que tem sido visto por alguns mais tradicionalistas como um grande risco para transportadoras e empresas de logística. Com a popularização e barateamento desses robôs, é bastante provável que clientes individuais passem a ter seus próprios drones, realizando remessas e entregas por conta própria e encostando empresas de frete e courier,  ao menos para distâncias menores.

Todo risco é plausível, mas assistindo aos avanços de empresas como Amazon e Fedex na área, é praticamente impossível imaginar que essas gigantes não tenham para os pequenos robozinhos planos que, provavelmente, sequer começamos a considerar. Será que, um dia, os drones substituirão as transportadoras?

3 comentários

  1. José Cláudio Macedo

    30/07/2014 as 23:01

    Como diz o enunciado: É uma tendência, mas nada substitui o modal transportes: coletar, transportar e entregar. Este tripé é secular.

  2. Marcilio Cunha

    31/07/2014 as 07:43

    A substituição das Transportadoras pelos Drones é remota.Acredito que o Drone será uma ferramenta importante no dia dia da transportadoras.O principal desafio é de incorporar ao tráfego aéreo existente sem diminuir a segurança aos usuários do ar ou do solo.A AMAZON pretende fazer entregas de suas mercadorias com peso de até 2,3 Kg a distância máxima de percurso a um raio de 16 Km entre o Centro de Distribuição e a residência do cliente em até meia hora.no caso da AMAZON o sistema poderá ser usado em 86% dos pacotes nas suas entregas.

  3. Joaquim Pereira da Silva

    31/07/2014 as 16:27

    Os drones serão apenas mais um veículo transportador e para um nicho muito especifico de clientes, será uma nova oportunidade de negócios tal qual o motofrete.

    Aproveito o ensejo para relembrar o transporte aéreo por meio de “Dirigiveis”,este sim é uma realidade muito mais presente e que, no Brasil, deve entrar em operação em 2016 (Universidade de São Carlos/Bertolini), será uma revolução em transporte de cargas, imagino nosso céu (espaço aéreo) repleto de dirigiveis transportando cargas entre 54 e 200 toneladas….Os primeiros ja estão em produção, mas e a regulamentação deste modal de transporte?

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