Diesel S10 – afinal, o que muda para nós?

Petrobras antecipou a substituição do Diesel S10

Pois é, a Petrobras antecipou a substituição de mercado de todo o diesel S50 pelo diesel S10. Ótimo! Mas, na prática, o que muda para transportadoras e para o mercado de logística em geral? Quais os benefícios e vantagens da mudança? Vamos então desvendar um pouco do essas “siglas” representam, tanto para transportadoras quanto para o meio ambiente e mercado.

Antes de tudo, respondendo aquela que talvez seja a primeira pergunta, os números “10” e “50” têm relação direta com a quantidade e o nível de enxofre presentes no combustível. Esses números indicam o nível do resíduo em partes por milhão – assim sendo, o diesel S10 possui um nível de 10 partes por milhão de enxofre, ou 0,001% de teor desse resíduos, contra 0,005% no diesel S50. Resumindo, o novo diesel possui cinco vezes menos enxofre do que o combustível que vinha sendo distribuído antes pela Petrobras.

E qual a vantagem, afinal?

Mais do que simplesmente outra grande jogada de marketing perpetrada por petrolíferas e distribuidores, o diesel S10 de fato pode trazer algumas vantagens:

  • Permite uma redução de até 80% nos níveis de materiais particulados e de mais de 90% nas emissões de óxidos de nitrogênio;
  • O S10 facilita e melhora a partida de motores a frio e reduz a formação de fumaça branca no escape;
  • Devido ao menor teor de enxofre, o combustível reduz um pouco a formação de depósitos de resíduos e, consequentemente, a exposição a alguns fatores de desgaste nos motores;
  • Segundo a Petrobras, o uso do S10 pode aumentar o intervalo de troca de lubrificantes.

E, claro, os grandes benefícios são mesmo ambientais, com a redução considerável no nível de emissões de algumas substância. Contudo, a Petrobras advertiu que os benefícios da redução de poluentes mediante o uso do novo diesel são consideravelmente menores para caminhões mais antigos, com 10, 15 ou mais anos de idade. Por outro lado, motores não precisarão de qualquer adaptação para rodar com o novo combustível.

Entretanto, embora a Petrobras não tenha ressaltado esse fator, o novo diesel, por possuir um teor bem menor de enxofre, tem reduzida sua ação bactericida – e a presença de micro-organismos no combustível pode ser até maior, com o aumento do biodiesel na formulação. As consequências: embora difíceis de se prever, pode haver maior corrosão, em decorrência de micro-organismos que produzam secreções ácidas.

Por que a mudança?

A entrada do S10 se deveu a questões ambientais, como uma etapa do Proconve7, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, uma normativa similar às adotadas na Europa, que restringem o nível de emissões para veículos comerciais, tendo a redução do teor de enxofre como uma de suas frentes. Também, com a entrada de motores adequados aos novos teores, como o Euro 5, o uso de versões anteriores do diesel, como o S500, poderia causar danos e problemas na mecânica do veículo.

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thiago.paim@cargobr.com
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