Congestionamentos – como evitar prejuízos no trânsito

Congestionamentos nas grandes metrópoles e o trânsito, cada vez pior no país, não causam transtornos apenas para cidadãos e pessoas que têm diariamente que conviver com essa realidade. O setor logístico, especialmente o de cargas fracionadas, perde fortunas com caminhões e veículos que simplesmente estão parados, quando poderiam estar gerando receita com a entrega de outras remessas.

É difícil quantificar as perdas nesse tipo de inconveniente, mas sabemos que elas existem. Fora reclamações de clientes e brigas com transportadoras, além de reclamações em mesas de bar, geralmente não damos muita importância a esse fato – mas é hora de começar a se preocupar. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) fez um levantamento no qual estima o volume de perdas financeiras causadas no país inteiro, ao longo de um ano, exclusivamente em razão do tempo em que caminhões e veículos estão parados no trânsito. O tamanho da conta? São R$ 111 bilhões em toda a economia, segundo a entidade. Assustador, para dizer pouco.

Obras de infraestrutura e planos de eficiência urbana começam a entrar em vigor, para solucionar o problema do trânsito nas principais capitais e regiões metropolitanas do país. Porém, enquanto seus efeitos não se fazem ver, frotistas, transportadoras e clientes precisam pensar em outras soluções e estratagemas para reduzir seu custo desnecessário com congestionamentos e atrasos e problemas decorrentes deles.

Gestão de frotas

Uma boa gestão de frotas e veículos em circulação é a melhor, senão a única maneira de reduzir consideravelmente o volume de perdas financeiras decorrentes de congestionamentos e do tempo excedente no trânsito. São muitas as medidas que podem melhorar a produtividade de uma operação de transporte e logística, reduzindo custos e elevando margens, entre elas podemos destacar:

  • Circulação de veículos e agendamento de cargas em horários alternativos, fora do horário comercial ou em períodos de baixa circulação nas cidades.
  • Uso de vias alternativas e rotas de menor tráfego, ainda que essa possam ser ligeiramente mais longas.
  • Operações fracionadas e com maior número de paradas em centros de distribuição.
  • Utilização de vias externas e rodoaneis com maior frequência.
  • Renovação de frotas, para caminhões com maior eficiência em termos de consumo de combustível.

Outras medidas podem ser facilmente adotadas em menor escala, como o uso de veículos leves e até mesmo motocicletas e bicicletas. Algumas transportadoras já têm criado soluções do gênero, com um bom sucesso em termos de prazos e custos em várias regiões metropolitanas brasileiras.

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