O frete online e o tal mercado "spot"

O frete online e o tal mercado “spot”

Se você trabalha principalmente com produtos mais básicos, certamente sabe o que é o tal do mercado “spot”, mas para quem trabalhar com mercadorias pouco homogêneas e com volumes extremamente variáveis, como o segmento de e-commerce, esse tipo de mercado é praticamente inexistente. O mercado “spot”, como sugere a palavra em inglês, é aquele pago à vista e com entrega imediata do produto ou serviço. No segmento de transportes e logística, embora muitas das negociações envolvam contratos de maior prazo, há uma grande incidência de contratações “spot” de frete.

Ao contrário de outras commodities – e o frete é, na verdade, uma delas – o transporte de mercadorias não é negociado em bolsa ou possui índices de preço e variações oficiais. Contudo, com o crescimento do mercado de fretes online, especialmente para operações fracionadas, o mais provável é que cheguemos a valores “médios” de mercado que possam gerar uma ideia do que seriam os preços praticados no mercado spot.

Por uma questão de homogeneidade de custos, concorrência excessiva e também margens similares, transportadoras oferecem preços distintos, mas geralmente dentro de um determinado intervalo de variações, para uma mesma rota. A tendência é que, com a intensificação do frete online, esse intervalo se torne cada vez menor, chegando a um preço “commodity” para o frete nas principais regiões do país.

Você pode começar em sua empresa

Usando o frete online com maior frequência, ou seja, contratando operações à vista para realização imediata, em spot, você estará ingressando nesse mercado de antemão. A vantagem é que, com o tempo, você mesmo pode gerar médias de valores spot razoáveis para balizar futuras contratações, efetuar previsões e projeções de custos de fretes, com base em variações ocorridas, além de estudar a influência de insumos do segmento, como combustíveis e pneus no preço que você costuma pagar.

Criando rotinas que mantenham esses dados atualizados é algo que permitirá à sua empresa não apenas negociar melhor contratações de frete realizadas em spot, em mecanismos de cotação online como a CARGOBR, mas também a fechar melhores negócios em eventuais contratos de longo prazo que você venha a assinar com empresas transportadoras. Além disso, é possível monitorar as variações desses preços, compreendendo melhor qual a influência dos fretes em sua própria composição de custos, e seguindo estratégias de preço para seus produtos que garantam lucratividade.

Enfrentando a crise

Especialmente na crise que, segundo muitos, está próxima, um bom controle dos preços spot de frete pode colocar sua empresa em vantagem perante a concorrência. Com uma melhor ideia do que é um preço “justo” para suas operações de transporte, seu negócio pode prosperar mesmo em um cenário negativo, com a garantia de que você não estará pagando mais do que deveria pelo transporte dos itens que você comercializa. Comece hoje mesmo a monitorar e a criar sua própria rotina de controle de preços e não tenha preguiça na matemática – em uma crise sempre há quem ganhe e quem perca,  e geralmente aqueles que fazem cálculos com maior dedicação vencem ao final.

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O frete online e o tal mercado “spot”

O frete online e o tal mercado “spot”

Se você trabalha principalmente com produtos mais básicos, certamente sabe o que é o tal do mercado “spot”, mas para quem trabalhar com mercadorias pouco homogêneas e com volumes extremamente variáveis, como o segmento de e-commerce, esse tipo de mercado é praticamente inexistente. O mercado “spot”, como sugere a palavra em inglês, é aquele pago à vista e com entrega imediata do produto ou serviço. No segmento de transportes e logística, embora muitas das negociações envolvam contratos de maior prazo, há uma grande incidência de contratações “spot” de frete.

Ao contrário de outras commodities – e o frete é, na verdade, uma delas – o transporte de mercadorias não é negociado em bolsa ou possui índices de preço e variações oficiais. Contudo, com o crescimento do mercado de fretes online, especialmente para operações fracionadas, o mais provável é que cheguemos a valores “médios” de mercado que possam gerar uma ideia do que seriam os preços praticados no mercado spot.

Por uma questão de homogeneidade de custos, concorrência excessiva e também margens similares, transportadoras oferecem preços distintos, mas geralmente dentro de um determinado intervalo de variações, para uma mesma rota. A tendência é que, com a intensificação do frete online, esse intervalo se torne cada vez menor, chegando a um preço “commodity” para o frete nas principais regiões do país.

Você pode começar em sua empresa

Usando o frete online com maior frequência, ou seja, contratando operações à vista para realização imediata, em spot, você estará ingressando nesse mercado de antemão. A vantagem é que, com o tempo, você mesmo pode gerar médias de valores spot razoáveis para balizar futuras contratações, efetuar previsões e projeções de custos de fretes, com base em variações ocorridas, além de estudar a influência de insumos do segmento, como combustíveis e pneus no preço que você costuma pagar.

Criando rotinas que mantenham esses dados atualizados é algo que permitirá à sua empresa não apenas negociar melhor contratações de frete realizadas em spot, em mecanismos de cotação online como a CARGOBR, mas também a fechar melhores negócios em eventuais contratos de longo prazo que você venha a assinar com empresas transportadoras. Além disso, é possível monitorar as variações desses preços, compreendendo melhor qual a influência dos fretes em sua própria composição de custos, e seguindo estratégias de preço para seus produtos que garantam lucratividade.

Enfrentando a crise

Especialmente na crise que, segundo muitos, está próxima, um bom controle dos preços spot de frete pode colocar sua empresa em vantagem perante a concorrência. Com uma melhor ideia do que é um preço “justo” para suas operações de transporte, seu negócio pode prosperar mesmo em um cenário negativo, com a garantia de que você não estará pagando mais do que deveria pelo transporte dos itens que você comercializa. Comece hoje mesmo a monitorar e a criar sua própria rotina de controle de preços e não tenha preguiça na matemática – em uma crise sempre há quem ganhe e quem perca,  e geralmente aqueles que fazem cálculos com maior dedicação vencem ao final.

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Alta no diesel – evitando problemas em seus negócios

Alta no diesel – evitando problemas em seus negócios

A alta nos preços dos combustíveis virá mesmo e ao menos parte dela ocorrerá ainda este ano. Boatos e relatos de mercado não oficiais estimam que os reajustes podem chegar a até 8%, a depender do combustível. Entretanto, estatísticas de mercado e cálculos realizados por entidades do segmento de transportes apontam que a defasagem nos preços dos derivados de petróleo pode chegar a 15% ou 20%, dependendo do produto. Ou seja, mesmo com um reajuste este ano, nada impede a Petrobras de determinar uma nova alta já no começo do ano que vem. Para transportadoras, o aumento significa maiores custos em suas operações. Para clientes, o repasse desses reajustes pode causar transtornos e problemas em suas margens.

O peso do diesel nos custos de transportadoras é algo que não tem como ser ignorado. Sendo o modal rodoviário o predominante na matriz logística do país e, no caso de cargas fracionadas, o líder quase absoluto entre os meios de transporte, qualquer alta nos preços do diesel causa imediato impacto nas operações das empresas de logística. O combustível pode representar mais de 30% dos custos totais de serviços de frete rodoviário e, mesmo em áreas urbanas ou próximo a zonas portuárias, onde distâncias percorridas são menores, o combustível chegar a responder por 20% do custo total do frete.

Em outras palavras: uma alta de 8% no diesel, se integralmente repassada ao cliente final, poderia causar um aumento de 2% a 3% nos preços dos fretes. Pouco? Bem, depende do produto que você está embarcando, não é mesmo?

Reduzindo o impacto do diesel

A alta deve ser gradualmente repassada por todas as transportadoras, porém há maneiras de você, cliente final, mitigar o impacto dos reajustes de forma inteligente, preservando sua lucratividade.

Primeiramente, determine quais são os produtos mais sensíveis em termos de margens dentre aqueles itens que você comercializa e embarca. Produtos com margens muito apertadas devem ter seus preços reajustados, ou mesmo ser repensados dentro do portfólio. O importante mesmo é pensar em seus produtos de forma individualizada – se necessário, alguns deles podem até mesmo deixar o portfólio, para que seja mantida a lucratividade no restante da linha.

Outra saída inteligente, especialmente para quem lida com o embarque de cargas fracionadas, é começar desde já a cotar outras transportadoras e serviços de frete. A CargoBR pode dar uma mãozinha nesse quesito. Encontrando opções de embarque de carga mais em conta desde já, você garante suas margens, mesmo quando os reajustes forem repassados ou administrados pelas transportadoras. A única coisa que você não pode fazer, convenhamos, é ficar parado: se você já está reclamando dos preços do frete, quando finalmente ocorrer a alta do diesel, irá reclamar ainda mais.

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Terceirizar seus estoques vale a pena?

Terceirizar seus estoques vale a pena?

Principalmente com a aceleração do crescimento do setor de e-commerce, que hoje além de contar com os gigantes também possui uma boa participação de empresas menores, a terceirização e gestão de estoques passou a ser uma opção para aquelas lojas online, ou mesmo lojas físicas, que pretendem ter como única preocupação a gestão das vendas. Empresas da área logística se especializam na gestão de armazéns e estoques de terceiros, com grandes galpões em locais situados no entorno das grandes cidades, onde produtos de seus clientes ficam armazenados, aguardando a liberação de um pedido para seguir em direção aos centros urbanos.

Depois de encontrar um bom parceiro logístico – de preferência usando a ferramenta da CARGOBR, onde as transportadoras são verificadas e monitoradas – terceirizar ao menos parte de seu estoque pode ser uma alternativa melhor para você e também para seus clientes. Confira algumas das vantagens dessa modalidade antes de tomar sua decisão.

Previsibilidade

Estoques muitas vezes são um terror quando passamos para a área contábil. Se tudo der certo, ainda assim temos um enorme trabalho ao contabilizar entradas e saídas. Se der errado…

Terceirizando seus estoques por meio de um contrato, parte dos custos variáveis de armazenagem e estocagem se tornam, na verdade, custos fixos. Isso permite ao lojista maior controle sobre seus custos logísticos e facilita o lançamento disso na contabilidade. Além disso, convenhamos: um operador experiente na área de armazenagem possui, certamente, mais traquejo para lidar com estoques do que sua empresa.

Perdas menores

Com uma gestão mais profissional, tocada por uma empresa especializada, e índices e metas fixados por contrato, é possível reduzir o número de perdas e extravios em sua carga. Como, com o tempo, os processos vão se tornando mais mecânicos e padronizados, a tendência natural é de que haja uma redução gradual no volume de perdas. Fora isso, multas contratuais e políticas de ressarcimento podem constar do contrato, protegendo você lojista.

Avanço tecnológico

É difícil para sua empresa focar em seu core business e vender seus produtos e, ainda por cima, ter de inovar e desenvolver tecnologias na área de armazenamento e gestão de cargas. No caso de operadores logísticos, gerenciar estoques é parte de seu ganha-pão, o que torna o acesso deles a novas tecnologias e avanços no setor mais frequente, o que pode também beneficiar sua empresa em termos de produtividade. Sua obrigação, nesses casos, é exigir dos operadores contratados sempre novidades e novas opções tecnológicas para tornar o processo ainda mais eficiente.

Dedicação

O foco desses prestadores de serviço em sua carga é total. Eles são pagos para resolver problemas que possam ocorrer com clientes, em remessas, durante viagens, com perdas e roubos e tudo mais. Você, de sua parte, recebe e controla relatórios e, a partir dele toma decisões e faz solicitações. Ao menos com o grosso de sua carga, você terá um operador completamente focado em estoques em sua manipulação. No restante, é possível recorrer a serviços periódicos de outras transportadoras contratadas em mercado “spot”, via serviços de cotações.

Velocidade

A maior das vantagens para o seu cliente. Com estoques terceirizados, despachos e entregas tendem a ser muito mais rápidos, deixando mais feliz o seu cliente e reduzindo níveis de reclamações e problemas de entregas que você geralmente tem de resolver por conta própria.

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Frota e estradas – um crescimento desigual

Frota e estradas – um crescimento desigual

Todos nós já nos demos conta, em algum momento dos últimos 20 anos, de que a frota de veículos, não apenas nas capitais, mas no país em geral, cresce muito mais rapidamente do que o número de vias e estradas nas quais podemos circular. Não apenas das estradas e rodovias, mas também nas cidades. Isso não é uma impressão e, no longo prazo, somente aponta para uma situação ainda mais calamitosa na logística rodoviária brasileira. Melhorou a qualidade das principais estradas e vias brasileiras, principalmente com a expansão da rede em concessão – nos próximos anos, a malha nas mãos de concessionárias deve crescer ainda mais, o que é uma boa notícia para todos.

Ainda assim, colhidos os últimos 10 anos, nossa frota de veículos cresceu praticamente dez vezes mais do que a quilometragem da malha rodoviária federal pavimentada. De 2004 a 2014, passamos de 57,9 mil quilômetros de estradas federais pavimentadas para apenas 65,9 mil quilômetros, uma alta de 13,8%. No mesmo período, nossa frota de veículos mais do que dobrou. De menos de 38 milhões de automóveis, caminhões e ônibus em 2004, passamos a mais de 84 milhões de veículos este ano. A alta, de 122%, explica em grande parte o colapso de rodovias e portos, especialmente se considerarmos que a alta na frota de veículos comerciais e de carga chegou até mesmo a superar o crescimento em veículos de passeio em algumas situações.

Como lidar com as estradas

Cada vez mais empresas de carga e mesmo você, cliente do setor logístico, terão de encontrar maneiras de contornar a falta de estradas, rodovias e mesmo vias urbanas para circulação. Algumas alternativas se apresentam, algumas delas com um custo teoricamente superior ao tradicional, mas quando colocamos no papel em conjunto com a situação de superlotação das vias de tráfego, elas podem se tornar bastante vantajosas no médio prazo.

  • Mais pontos de distribuição. Como varejista, empresa de e-commerce ou mesmo estabelecimento que realiza vendas e entregas de produtos diversos, o melhor é que você possua “pontos de partida” mais próximos de seus clientes. Novos armazéns, espaço alocado em centros de distribuição e depósitos de transportadoras e até mesmo entregas feitas a partir do próprio fabricante. O ideal é que, no longo prazo, você seja capaz e efetuar o dobro de entregas, porém percorrendo metade da distância total. Bons operadores logísticos podem sem qualquer dúvida, auxiliá-lo a configurar novos desenhos para a entrega de suas mercadorias.
  • Horários alternativos. É mais caro circular produtos em horários fora do padrão? Principalmente sob o ponto de vista trabalhista, isso é verdade. Entretanto, se levarmos em conta o tempo em trânsito e velocidade da entrega, na verdade esse custo extra é facilmente superado pelas vantagens econômicas de reduzir tempos de entrega e circulação de mercadorias. É claro que é preciso calcular, caso a caso, as vantagens e desvantagens de se trafegar fora de horário, mas é para isso que serve seu parceiro logístico, correto?
  • Veículos mais modernos. Já que não evolui a malha rodoviária, que evolua então a qualidade dos veículos que nela trafegam. Caminhões com melhor desempenho, mais capacidade de carga, consumo otimizado e mais conforto para motoristas devem substituir os dinossauros com décadas de uso nas transportadoras e, se for o caso, também em sua frota própria. O investimento inicial pode ser pesado, mas pequenos ganhos em termos de desempenho farão, cada vez mais, uma enorme diferença nas entregas e remessas.