Pontos de parada e descanso – como funcionam?

Os pontos de parada e descanso (PPD) para caminhoneiros são mais do que simples postos de gasolina ou pontos para abastecimento e refeições, eles precisam agora seguir uma série de disposições e normas para que possam ser reconhecidos pelo Ministério dos Transportes. Entre as principais exigências dos PPDs, normatizados pela Portaria 944 de 2015, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estão:

  • Os PPDs precisam contar com um sistema de segurança e vigilância que garanta a segurança dos caminhoneiros. Caso o PPD possua cobrança de taxas dos caminhoneiros, além do sistema de segurança o local deverá ser completamente cercado e possuir total controle de acesso, caso contrário é vedada qualquer cobrança.
  • Banheiros não podem ficar a uma distância maior do que 250 metros do local onde motoristas estacionam seus caminhões. É obrigatória a separação por sexo, inclusão de boxes individuais com trinco e também papel e cesto em todos os banheiros.
  • A cada 20 vagas de estacionamento nos pontos de parada, é necessário haver dois banheiros, um para cada sexo e também um chuveiro com água fria e quente.
  • É permitido que os usuários dos locais de espera, de repouso e de descanso utilizem a própria caixa de cozinha ou equipamento similar para preparo de suas refeições.
  • Os locais de espera, de repouso e de descanso situados em rodovia pavimentada devem possuir pavimentação ou calçamento.
  • Todo local de espera, de repouso e de descanso deve conter sinalização vertical e horizontal informando as regras de movimentação, as áreas destinadas ao estacionamento e o pátio de manobra de veículos, bem como a indicação da localização das instalações sanitárias e dos ambientes para refeições.
  • É proibida a venda, o fornecimento e o consumo de bebidas alcoólicas nos locais de espera, de repouso e de descanso.

Pontos de parada já existentes que não atendam todas as normas da portaria podem efetuar modificações e atualizações dentro do prazo de um ano, que vence em junho de 2016. O MTE ou o Ministério dos Transportes ainda não explicitaram como será feita a fiscalização, no entanto. Os dois ministérios passaram a fiscalizar com maior rigor as horas de parada e descanso de caminhoneiros, embora muitos na categoria ainda façam jornadas que poderiam ser consideradas ilegais segundo as normas vigentes.

Com a nova “Lei do Descanso” para caminhoneiros, o período máximo em direção foi na verdade elevado para cinco horas e meia, mas a fiscalização aumentou. A jornada máxima é 12 horas, considerando que 2 delas são horas extras.

Carga sem nota? Pode começar tudo de novo

Infelizmente, o Brasil ainda é um país no qual centenas, e talvez milhares, de toneladas de produtos são despachadas todos os anos sem qualquer documentação ou nota fiscal. As desculpas são diversas: impostos demais, Brasil burocrático, falta de tempo, “brindes”, cliente diferenciado e por aí vai. No fundo, na maioria dos casos o que ocorre pode ser enquadrado em duas categorias: na primeira, o desconhecimento de como fretes funcionam; no segundo caso, é falta de caráter mesmo. Neste post vamos nos concentrar naqueles que deixam de incluir e emitir uma nota por uma questão de esquecimento ou desconhecimento.

Se você é uma empresa

Mercadoria vendida ou transportada, até por questões contábeis de entrada e saída, precisam ter uma nota fiscal emitida. E, mesmo nos casos em que a venda não é efetuada, toda mercadoria circulante precisa de nota fiscal. As razões são diversas. Não se pode, por exemplo, esperar que uma carga seja segurada se não há qualquer declaração de valor em relação a ela. Também, no caso de fiscalização, sua mercadoria poderá ser apreendida, uma vez que não possui nota fiscal ou qualquer certificação de origem. Além dos produtos vendidos, outros tipos de operação também precisam de uma nota fiscal no transporte:

  • Amostras grátis.
  • Brindes.
  • Cestas-básicas para funcionários.
  • Consignações.
  • Devoluções.
  • Doações.
  • Bens importados ou exportados.
  • Operações com sucata e resíduos.
  • Mercadoria emprestada ou alugada.
  • Remessas para mostruário.
  • Retornos de conserto ou demonstração.
  • Transferências.

Nesses casos todos, impostos como ICMS e IPI não necessariamente incidem e, em muitos casos, o que muda na nota fiscal emitida é apenas a “natureza da operação”. O regulamento de cada estado descreve quais códigos serem utilizados para cada tipo de operação, como por exemplo 5.949 para remessas de mostruário dentro do mesmo estado e 6.949 para a mesma operação fora do estado. Na hora de preencher a nota, preste muita atenção no código, caso contrário você pode acabar recolhendo impostos em uma operação que seria isenta, ou vice-versa. Carga sem nota representa um risco que você não precisa correr e, em muitos casos, você não estará economizando em impostos e ao mesmo tempo estará expondo sua mercadoria a apreensões.

Se você é pessoa física

Carga sem nota também pode ser um problema para pessoas físicas. Muitos não sabem, mas é possível emitir notas avulsas como pessoa física, inclusive na versão eletrônica – Nota Fiscal Avulsa Eletrônica – NFAe. Basta procurar a fazenda estadual, em qualquer lugar do país, munido de RG, CPF e comprovante de residência. O preenchimento da nota segue a lógica da nota comum.

No caso de operações de frete contratadas, como as fechadas por intermédio da ferramenta da CARGOBR, deve constar na nota se o responsável pelo transporte foi a empresa contratada, o próprio contratante ou um terceiro designado para a operação (no caso da CARGOBR). É sempre bom informar os dados da transportadora e também o valor do frete, para evitar problemas.

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Por que serviços de frete online ganharam popularidade?

Por que serviços de frete online ganharam popularidade?

Os serviços de frete online e agenciamento online de cargas são cada vez mais comuns e abrangem um número cada vez maior de transportadoras e clientes em suas plataformas. Mas, afinal de contas, por que eles ganharam popularidade tão rápido?

Empresas como a CARGOBR oferecem plataformas nas quais o cliente, ou embarcador, pode conseguir cotações rápidas de mais de uma transportadora, descrevendo sua carga e estabelecendo as datas e condições para o transporte. O crescimento dessa tendência parte, em muitos casos, do maior uso de clientes, mas convenhamos que sem transportadoras interessadas, esse tipo de sistema não seria possível. Então, qual a vantagem para transportadoras?

Diversificação

Transportadoras, não raramente, trabalhavam com alguns poucos clientes de grande porte. Embora isso renda contratos de longo prazo com bons volumes, é uma prática que deixava muitas transportadoras “reféns” de um ou de outro cliente. Nos casos em que contratos eram rescindidos ou clientes decidiam pela troca de fornecedores, essas transportadoras acabam se vendo, do dia para a noite, praticamente sem qualquer serviço. O frete online ofereceu uma opção de diversificação rápida para essas empresas de transporte, para que elas tivessem parte de sua demanda pulverizada entre clientes menores e esporádicos, reduzindo sua dependência de grandes contratos.

Gastos com marketing

Publicidade é algo que é caro nos dias de hoje. A publicidade online, teoricamente mais barata, não excluiu os gastos necessários em feiras e mesmo despesas com vendas e contato a novos clientes. Transportadoras, com o mercado de frete online, ganharam um modo praticamente gratuito de divulgar seus serviços e acesso a uma clientela que simplesmente não possuíam antes. Com isso, os gastos em marketing e vendas acabam sendo menores, dando a essas empresas de logística a possibilidade de conceder descontos mais generosos aos clientes, viabilizando o fechamento de negócios por meio das plataformas de frete online.

Inteligência

Pesquisar e acompanhar o mercado, em termos de preços e melhores práticas, é uma necessidade tanto para clientes como para transportadoras. O frete online forneceu um modo para ambos acompanharem tendências de mercado, simplesmente recebendo ou emitindo ofertas e averiguando até que ponto elas coincidem ou não com o patamar de preços que está sendo praticado. Com o tempo, é possível inclusive traçar gráficos e projeções com base nos dados captados, antecipando altas ou baixas nos preços a depender do comportamento das empresas que participam desses “pregões” de fretes.

Velocidade do frete online

Um negócio é algo que muitas vezes demora a ser fechado, mesmo quando se mostra vantajoso para ambas as partes. Muitas ligações têm de ser feitas, propostas enviadas por e-mail ou “fax” (ainda em uso nos dias de hoje) e oportunidades acabam sendo perdidas ou postergadas por conta disso. Com o frete online, as relações no mercado de transporte se tornaram mais dinâmicas, assim como o fechamento de novos negócios.

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Transporte urbano – por que tantas restrições?

Transporte urbano – por que tantas restrições?

O transporte urbano de cargas no Brasil, especialmente nos grandes centros e metrópoles, representa para transportadoras e embarcadores um desafio cada vez mais complexo, envolvendo escalas de tempo, calendário e horários, divisão e estruturação de cargas e remessas, aquisição de veículos menores e em conformidade com normas restritivas e muito mais. Tudo isso representa custos maiores e, muitas vezes, uma dificuldade atroz em atender a determinados clientes. E não adianta reclamar – pelo que vemos hoje no restante do mundo e nas principais capitais brasileiras, as restrições não apenas serão copiadas cada vez por mais cidades brasileiras, como horários e dias da semana de circulação restritas devem aumentar.

O negócio é renovar frotas, investir em alternativas e se adequar a uma legislação que não tem volta. Mas afinal, por que tanta restrição no transporte urbano de cargas?

Pense um pouquinho

Se voltarmos atrás cerca de 20 anos no tempo, lembraremos dos caminhões e carretas que circulavam livremente pelas ruas e avenidas da cidade. Hoje reclamamos do trânsito, mas naquela época não era diferente. Contudo, um dos maiores culpados pelo caos viário em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro tinha um nome: caminhoneiro. Hoje estamos “livres” desses gigantes na cidade, e não damos mais conta do porquê eles um dia tiveram de deixar o tráfego em bairros e avenidas, mas deixe-nos lembrar:

  • Aumento da poluição e agravamento do fenômeno de inversão térmica;
  • Travamentos e focos de trânsito, com caminhões parados realizando manobras ou carga e descarga nas ruas;
  • Dificuldade de manobra em muitos trechos da cidade;
  • Problemas de espaço na hora de estacionar;
  • Multas frequentes e, às vezes, inevitáveis, pagas pela transportadora, mas depois repassadas até que chegassem a você.

E não é só para você, embarcador ou cliente, mas também transportadoras passavam por maus bocados com o tráfego de enormes caminhões pelas ruas das cidades. A dificuldade de acesso em alguns locais gerava constantes atrasos nas entregas e desperdícios de horas pagas a condutores, locais irregulares para paradas criavam maior trabalho na carga e descarga, obrigando caminhões a parar em locais distantes e colaboradores a percorrer maiores áreas para carregar ou descarregar caminhões e carretas.

Tudo isso gerava custos adicionais para ambos os lados da moeda, perda de tempo e desperdício de recursos humanos. Com a entrada dos chamados VUC, caminhões leves, comerciais leves e até motoqueiros, o transporte urbano se tornou mais ágil, mesmo que num primeiro momento isso tenha representado uma necessidade de maior investimento em ativos por parte de operadores logísticos. A poluição diminuiu e o trânsito… bem, esse não tem lá muito jeito mesmo.

A maior parte das transportadoras que hoje integram a base de dados da CargoBR para cotação possuem alternativas viáveis para o transporte urbano, em linha com as restrições que hoje existem no mercado e até mesmo olhando à frente, em uma época na qual caminhões apenas circularão em estradas e anéis viários.

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Taxas de transporte, o que você precisa saber.

Taxas de transporte, o que você precisa saber.

O setor de transportes no Brasil é um segmento repleto de desafios, tanto para empresas que realizam a movimentação de cargas quanto para os embarcadores e donos da carga em si. Estradas em más condições, restrições de passagem em cidades, assaltos e roubos, tudo isso encarece o transporte para a empresa que o realiza além das previsões efetuadas no ato da contratação. E, como transportar envolve muito mais fatores do que o peso, o volume e a distância percorrida, transportadoras e o mercado logístico em si criaram diversas taxas de transporte, que visam equilibrar e compensar custos adicionais que surjam durante a realização de fretes.

Separamos algumas das cobranças mais comuns, já absorvidas e praticadas pelo mercado, para que você não seja pego de surpresa e possa inclusive prever a existência de algumas dessas taxas de transporte quando for contratar uma empresa do segmento.

Taxa de Restrição de Trânsito

Ou TRT – essa é uma das taxas de transporte surgidas em resposta às várias normas e restrições impostas por cidades brasileiras (hoje mais de 100 e em ritmo de crescimento) para o tráfego de caminhões e carretas, tanto em termos de horários quanto geográfico. As transportadoras criaram a cobrança para compensar custos adicionais por percorrerem maiores distâncias ou terem de dispor de seus recursos por mais dias do que o usual, por conta dessas restrições. A cobrança varia a depender do grau de restrição e tamanho da metrópole e pode até mesmo atingir um extra de 20% sobre o valor original do frete.

Taxa de Dificuldade de Entrega

Essa é uma das taxas de transporte mais comuns. Geralmente cobrada pelo transportador quando condições extraordinárias dificultam a entrega, ela pode incidir sobre o valor do frete nas seguintes circunstâncias:

  • Recebimento por ordem de chegada, independente da quantidade;
  • Recebimento precário, que gere longas filas e tempo excessivo na descarga;
  • Exigência de tripulação superior à do veículo para carga e descarga;
  • Recebimento fora do horário comercial;
  • Disposições contratuais que agravem o custo operacional.

Taxa de Difícil Acesso

É uma das taxas de transporte mais cobradas também, mas sua subjetividade leva a muitas situações de conflito com os clientes. Ela geralmente é cobrada sempre que alguma entrega exige algum tipo de estratégia peculiar para realização: ruas estreitas demais, subidas íngremes, estradas de terra, terrenos alagados… tudo isso pode acarretar na cobrança.

Gerenciamento de Risco e Segurança

Ou GRIS, representa uma porcentagem adicional sobre a nota fiscal e é cobrada para compensar custos adicionais assumidos pela transportadora para reduzir a exposição a riscos como roubos e assaltos, bem como a mão-de-obra usada nessa circunstância, como seguranças, por exemplo.

Outras taxas de transporte

As cobranças são muitas e podem variar conforme a região ou até mesmo tipo de mercadoria transportada. Essas taxas ainda vão longe, e muitas outras podem aparecer no seu frete:

  • Taxa de agendamento;
  • Taxa de paletização padrão;
  • Taxa de entrega portuária;
  • Taxa de armazenamento;
  • Taxa de coleta especial;
  • Taxa de autenticação de documentos;
  • Taxa extra de carga e descarga;

E algumas dessas despesas adicionais não virão sob a nomenclatura de “taxa”, mas também terão valores incidindo a mais sobre o custo do seu transporte, como veículos dedicados, diárias de motoristas, serviços de escolta, entre outros.