Cuidados no frete com objetos frágeis

Não é apenas na mudança, no âmbito empresarial, objetos frágeis também têm de ser embalados com cuidado e, muitas vezes, não é a transportadora quem tem de se responsabilizar inteiramente por isso. Ainda que haja seguro, danos a objetos e mercadorias nunca são bem-vindos. Quando ocorrem, clientes recebem a mercadoria em atraso e outras despesas geralmente aparecem. Então, para evitar tudo isso, que tal ter um pouco mais de cuidado antes mesmo de fechar o frete.

Tamanho certo

Cuidados no frete com a embalagem começam na hora de selecionar o tamanho das mesmas. Não tente “lotar” caixas e invólucros e sempre utilize embalagens do tamanho certo para os produtos que estejam sendo enviados. Quando o objetivo é evitar trepidações, tenha certeza de que os objetos possam ser escorados, então use caixas e embalagens mais justas. Se o objeto for frágil, porém precisar de alguma “folga”, opte por embalagens um pouco maiores que a carga.

Preenchendo vazios

A maioria dos objetos frágeis requer cuidados no frete adicionais – preencher espaços vazios nas embalagens. Plástico-bolha é sempre o ideal, mas caso você não o possua, é possível usar jornal ou pedaços de papel “kraft” embolados. Isso fará com que os espaços vazios nas caixas sejam preenchidos e os objetos transportados não possam balançar, trepidar ou se chocar entre si, no caso de itens frágeis e que possam trincar ou rachar ao bater uns nos outros, como vidros.

Use divisórias

Algumas cargas, como garrafas e frascos, exigem não apenas a caixa certa, mas também divisórias padronizadas, que possam isolá-los uns dos outros. Não economize nisso. Às vezes, um único frasco quebrado pode danificar toda uma carga, no caso de líquidos viscosos ou oleosos, e também cargas de outros clientes da transportadora, no caso de líquidos contaminantes. Líquidos inflamáveis devem ser, no entanto, informados à transportadora, para que cuidados adicionais possam ser tomados.

Etiquetas e avisos

Pode criticar o trabalho da transportadora, mas sem identificar as embalagens com dizeres de “frágil”, os colaboradores do prestador de serviços não têm muito como adivinhar. Cole etiquetas de frágil, dê descrições precisas do material que está sendo transportado e, se necessário, coloque mais instruções na embalagem, como por exemplo o sentido no qual devem ser erguidas e apoiadas, número máximo de caixas no empilhamento, etc. Informação é algo essencial no transporte de mercadorias e, para garantir que o melhor serviço possível seja prestado a você, é preciso também que você faça sua parte.

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5 maneiras simples de gastar menos com fretes

O frete, especialmente na crise em que vivemos hoje no Brasil, pode ser a tábua de salvação de sua empresa – ou sua ruína. Reduzir custos com fretes, você deve saber, é sempre possível. Contudo, para isso, é preciso agir de forma inteligente e repensar todo seu processo de envio e remessa de produtos, itens e documentos. A seguir, separamos 5 dicas simples com as quais você pode reduzir seu custo de transporte de forma imediata, sem afetar seus negócios.

Fretes aéreos

Às vezes é preciso enviar documentos ou itens por frete aéreo, geralmente por questões de urgência. Contudo, essa é sempre uma opção mais cara de transporte. Somente utilize o transporte aéreo quando for estritamente necessário. Mesmo no caso de entregas urgentes, datas e prazos às vezes podem ser negociados com seu cliente, de forma a permitir outras formas mais baratas de transporte.

Cobranças adicionais

Fique atento aos extras e cobranças adicionais que são praticados pelas transportadoras. Muitas vezes, só consideramos o valor do frete em si em nossas previsões. Alguns desses extras podem ser evitados ao dividir lotes, fazer envios menores, modificando embalagens e até mesmo os pontos de entrega. Taxas de dificuldade de entrega, por exemplo, podem ser evitadas ao combinar locais melhores para a entrega de remessas aos clientes. O mesmo ocorre com as taxas de difícil acesso.

Coletas especiais, problemas de carga e descarga, agendamentos e condições de armazenamento – tudo isso pode estar tornando seu frete mais caro sem você saber. Não perca o controle e mantenha tudo anotado e descrito, para que você possa gerenciar esses custos.

Pesquise preços

Mesmo quando você já dispuser de fornecedores para fretes, tente sempre pesquisar valores em outras transportadoras. A ferramenta da CARGOBR, por exemplo, além de cotar uma operação junto a diversas transportadoras, é a única do mercado a oferecer o serviço de cotação em tempo-real. Você simplesmente pode acessar o site, cadastrar as características de sua carga, e acessar uma listagem de preços praticados por diversas transportadoras, em segundos e sem sair de sua mesa.

Negocie cada operação

Não importa quanto tempo de relacionamento você possui com uma transportadora, quantas operações já realizou ou qual o volume e natureza da carga que pretende embarcar – sempre negocie seus fretes individualmente. Jamais aceite o primeiro preço de cara e sempre tente chegar a um desconto ou, pelo menos, à dedução de valores de extras e taxas. Cada nova operação deve ser tratada de forma individualizada – faça as previsões de gastos com base em seu histórico e cotações de transportadoras, mas tente sempre reduzir o valor pago antes de fechar uma nova carga.

Monitore erros

Algumas cobranças e valores pagos por fretes acabam ficando mais caros por conta de erros de lançamento ou relativos ao produto transportado. Monitore erros e equívocos que possam estar sendo cometidos antes que eles possuam um impacto financeiro para sua empresa, e passe a realizar fretes mais baratos e também mais eficientes.

 

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Carga sem nota? Pode começar tudo de novo

Carga sem nota? Pode começar tudo de novo

Atualizado em Junho/2018.

Infelizmente, o Brasil ainda é um país no qual centenas, e talvez milhares, de toneladas de produtos são despachadas todos os anos sem qualquer documentação ou nota fiscal. As desculpas são diversas: impostos demais, Brasil burocrático, falta de tempo, “brindes”, cliente diferenciado e por aí vai.

No fundo, na maioria dos casos o que ocorre pode ser enquadrado em duas categorias:

  • Na primeira, o desconhecimento de como fretes funcionam;
  • No segundo caso, é falta de caráter mesmo – infelizmente.

Mas a fiscalização contra essa prática tem se tornado cada vez mais rigorosa. Desde janeiro, por exemplo, quem vai a uma agência dos Correios para enviar uma encomenda qualquer precisa apresentar a nova fiscal do objeto. As encomendas que não estiverem de acordo com as novas orientações da estatal terão sua postagem recusada.

Mas a obrigatoriedade não é só uma exigência dos Correios, mas de todos dos órgãos de fiscalização tributária. Todos os transportadores brasileiros são impedidos de transportar mercadorias sem apresentação de documento fiscal ou declaração de conteúdo. Caso insistam em fazê-lo, os órgãos fiscalizadores podem apreender as mercadorias transportadas.

Neste post vamos nos concentrar naqueles que deixam de incluir e emitir uma nota por uma questão de esquecimento ou desconhecimento.

Se você é uma empresa

Mercadoria vendida ou transportada, até por questões contábeis de entrada e saída, precisam ter uma nota fiscal emitida. E, mesmo nos casos em que a venda não é efetuada, toda mercadoria circulante precisa de nota fiscal. As razões são diversas.

Não se pode, por exemplo, esperar que uma carga seja segurada se não há qualquer declaração de valor em relação a ela. Também, no caso de fiscalização, sua mercadoria poderá ser apreendida, uma vez que não possui nota fiscal ou qualquer certificação de origem. Além dos produtos vendidos, outros tipos de operação também precisam de uma nota fiscal no transporte:

  • Amostras grátis
  • Brindes
  • Cestas-básicas para funcionários
  • Consignações
  • Devoluções
  • Doações
  • Bens importados ou exportados
  • Operações com sucata e resíduos
  • Mercadoria emprestada ou alugada
  • Remessas para mostruário
  • Retornos de conserto ou demonstração
  • Transferências

Nesses casos todos, impostos como ICMS e IPI não necessariamente incidem e, em muitos casos, o que muda na nota fiscal emitida é apenas a “natureza da operação”. O regulamento de cada estado descreve quais códigos serem utilizados para cada tipo de operação, como por exemplo 5.949 para remessas de mostruário dentro do mesmo estado e 6.949 para a mesma operação fora do estado.

Na hora de preencher a nota, preste muita atenção no código, caso contrário você pode acabar recolhendo impostos em uma operação que seria isenta, ou vice-versa. Carga sem nota representa um risco que você não precisa correr e, em muitos casos, você não estará economizando em impostos e ao mesmo tempo estará expondo sua mercadoria a apreensões.

Se você é pessoa física

Carga sem nota também pode ser um problema para pessoas físicas. Muitos não sabem, mas é possível emitir notas avulsas como pessoa física, inclusive na versão eletrônica – Nota Fiscal Avulsa Eletrônica – NFAe. Basta procurar a fazenda estadual, em qualquer lugar do país, munido de RG, CPF e comprovante de residência. O preenchimento da nota segue a lógica da nota comum.

No caso de operações de frete contratadas, como as fechadas por intermédio da ferramenta da CARGOBR, deve constar na nota se o responsável pelo transporte foi a empresa contratada, o próprio contratante ou um terceiro designado para a operação (no caso da CARGOBR). É sempre bom informar os dados da transportadora e também o valor do frete, para evitar problemas.

>> Confira também: 3 principais riscos para a sua carga e como preveni-los <<

 

Atrasos no frete e relacionamento com clientes

Atrasos no setor de transportes são, infelizmente, mais comuns do que gostaríamos. Muitas vezes um produto entregue em uma data errada ou problemas no decorrer do frete não são culpa do embarcador e nem mesmo da transportadora, ainda assim, atrasos no frete precisam ser geridos e clientes têm de receber alguma satisfação. Lidar com atrasos no frete é uma arte – muitas vezes você se depara com clientes difíceis, que não admitem erros, mas na maioria dos casos, com um pouco de bom atendimento e cordialidade, demoras são toleradas.

Em primeiro lugar, esteja ciente: toda operação de transporte pode atrasar. Os motivos para que isso ocorra são inúmeros e alguns deles estão fora de alcance em termos de soluções rápidas:

  • Greves e paralisações.
  • Fiscalizações e retenções de produtos.
  • Acidentes e sinistros.
  • Trânsito e problemas de tráfego em rodovias.

Prevenir é melhor do que remediar

O chavão é manjado, mas continua sendo uma verdade. Em termos de atrasos no frete, a melhor maneira de atacar o problema é tomar medidas de contenção antes mesmo que tais situações ocorram. Para greves e paralisações, sindicatos geralmente anunciam datas com antecedência, de modo que você pode alertar seus clientes antes mesmo do embarque a respeito de possíveis atrasos.

Com fiscalizações e retenções, a melhor saída é produzir documentos completos, com todas as informações referentes à operação e ao produto, de modo a evitar que fiscais paralisem sua mercadoria para checagens. Retenções ainda podem ocorrer, mas a liberação, assim mesmo, tende a ser mais rápida quando toda a documentação está em ordem.

Para acidentes e sinistros, sempre há como recorrer ao seguro da carga. Quando a operação está segurada, você pode acionar apólices ao mesmo tempo em que avisa seu cliente e prepara uma nova remessa para atendê-lo. Seja honesto com seu cliente e informe a natureza do sinistro, dizendo em seguida que um novo produto está sendo embarcado. Vivemos em um país de estradas perigosas, tanto em termos de assaltos quanto de acidentes, e clientes tendem a ser compreensivos nesse caso.

Finalmente, o trânsito atrapalha, mas em geral leva a atrasos menores. Não invente – diga a seu cliente diretamente que a carga irá demorar mais um ou dois dias além do previsto em razão de congestionamentos nas rotas selecionadas.

Sendo honesto com o cliente

Crie padrões de atendimento no caso de atrasos no frete. Informe ao seu cliente, antes da operação, a respeito de todas as possíveis eventualidades. No caso de ocorrências, entre em contato com ele de forma imediata e informe qual a razão do atraso, sem tirar nem por. Peça desculpas e, se necessário, ofereça algum desconto ou vantagem que possa compensá-lo pela falta. Clientes podem ficar satisfeitos com um serviço, ainda que ele não seja absolutamente perfeito – para que isso ocorra, no entanto, é você quem tem que cuidar desse assunto com carinho e dedicação.

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Comprou online, mas não há entrega – o que fazer?

Hoje em dia é possível comprar toda e qualquer coisa online, desde lembrancinhas e penduricalhos até móveis, eletrodomésticos, máquinas, equipamentos e até casas e automóveis. Quando compramos algo em lojas e sites de e-commerce, é claro que na maioria das vezes preços e condições de frete e entrega já são oferecidos e estipulados pelo comerciante, mas quando compramos em sites de classificados e vendas, como Mercado Livre, OLX e tantos outros, isso não necessariamente ocorre.

Em sites do gênero, vendedores, que muitas vezes são pequenas empresas e até pessoas físicas, nem sempre se responsabilizam pela entrega – muitas vezes é preciso que o próprio comprador se vire para conseguir boas condições de frete e transporte. Em outros casos, o vendedor até realiza a entrega, mas será que o preço do transporte que ele oferece é justo? Difícil saber, não é mesmo?

Assim sendo, antes de fechar negócio ou pagar pela entrega o preço sugerido, talvez seja bom você dar uma olhada melhor por aí. Como? É o que vamos mostrar em seguida.

Se o vendedor oferece opção de entrega

Quando você adquire um produto e, na própria descrição do mesmo e nas condições de compra, o vendedor oferece uma opção de frete e entrega, a coisa fica mais fácil. Mas como você não é um especialista, fica difícil saber até que ponto o preço cobrado é justo ou está em linha com as médias de mercado.

A melhor política, nesses casos, é usar uma ferramenta de cotação de fretes online para verificar se os preços cobrados estão em linha com aqueles oferecidos pelas transportadoras. Caso você opte, nesse caso, pela CARGOBR, pode conseguir cotações em tempo-real, verificando imediatamente se o vendedor está cobrando um preço justo pela entrega, sem ter de fazer qualquer ligação.

Caso o preço esteja muito acima da média, você sempre pode contatar o vendedor e sugerir uma nova transportadora, pedindo a ele que acesse a CARGOBR e verifique a cotação ou até mesmo combinando você a retirada da mercadoria.

Se o vendedor não oferece opção de entrega

Nesse caso, é você mesmo que tem de se virar para fazer com que a mercadoria comprada chegue até você. Novamente, você não é um especialista, então é sempre bom contar com uma ferramenta de cotação online para conseguir as melhores condições de preço e também prazo de entrega para a mercadoria que você estiver comprando.

Muitas pessoas acabam usando o Sedex, dos Correios, mas a depender do volume e tipo de mercadoria, a opção não  viável. Outros utilizam-se de “carretos”. Contudo, especialmente com cargas maiores e mais caras, a opção não é recomendável – a maioria desses profissionais não são registrados ou licenciados para lidar com cargas e, quanto ao seguro da mercadoria… pode esquecer.

Consultando ferramentas como a CARGOBR, você não apenas terá a garantia de um preço justo, mas também receberá suas mercadorias com segurança, embarcadas e transportadas por profissionais e com seguro de transporte e tudo mais. Bem melhor, não é verdade?

 

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