O que esperar do transporte com drones?

Os drones já se tornaram uma tecnologia relativamente consolidada. Hoje, esses pequenos robozinhos podem ser encontrados por preços que atraem até mesmo o público final. Nos Estados Unidos, já é possível adquirir bons drones por preços inclusive abaixo dos 500 dólares, ou seja, mais barato que um iPhone em alguns casos. Equipados com câmeras de última geração e com dispositivos de controle integrados com a web, aparelhos mobile e computadores, os drones têm atraído não apenas a atenção dos curiosos por tecnologia, mas também de empresas de diversos setores, entre eles o transporte.

Não apenas a Amazon vem realizando testes com o uso de drones para a entrega de pequenos volumes, mas também várias empresas de todo o mundo, inclusive operadores logísticos renomados, como a Fedex, além de companhias aéreas. Esses robozinhos, é bem verdade, possuem ainda limitações em termos do volume transportado, mas se pensarmos direito – 90% das compras online envolvem pequenos volumes ou mercadorias leves.

Então teremos drones circulando em breve?

A despeito da evolução nos experimentos e testes, essa possibilidade é pouco provável, como inclusive dizem especialistas e as próprias empresas que realizam esses testes. Alguns dados ainda são incertos – por exemplo, qual o custo de manutenção desses equipamentos e até que ponto são confiáveis para realizar centenas ou milhares de viagens?

O mais provável, indicam especialistas, é que a entrega em drones primeiramente seja incluída como opcional. O cliente pagaria um pouco mais para receber sua carga em um drone. Isso seria possível também somente em localidades que estivessem dentro do raio de autonomia de voo dos equipamentos, o que hoje dificilmente excede alguns quilômetros. Pode parecer estranho, mas certamente a entrega opcional, ainda que cara, deverá atrair muitos entusiastas, apenas pelo prazer de ver seus produtos chegarem em um robozinho voador, com hora marcada e nas janelas e varandas de seus edifícios.

Um outro entrave ainda é o preço – embora o custo unitário dos drones tenha caído substancialmente, eles ainda são caros, especialmente levando em conta as alterações que são necessárias para que eles trafeguem com cargas. Além disso, uma empresa que anuncie o transporte em drones precisará de dezenas ou centenas dessas máquinas e passará a contar com menos leniência de seus clientes para atrasos e erros de entrega. Isso poucas empresas de transportes parecem querer assumir.

Quanto tempo mais?

É difícil dizer. Especialistas afirmam que serviços frequentes de entrega por drones não aparecerão em menos de 5 anos e que a consolidação do robozinho como alternativa de transporte virá em apenas 10 anos. Até lá, as novas gerações de drones deverão apresentar mudanças significativas para adequação ao segmento logístico: integração com sistemas de TMS e WMS, melhoria dos sistemas autônomos de geolocalização, baterias de maior duração, armações mais robustas para manuseio de cargas, e muito mais.

Certamente teremos o drone como alternativa daqui a algum tempo, porém o mais provável é que não sejam “exatamente” os drones que vemos hoje em vídeos na internet.

As 5 coisas mais incríveis já transportadas pela Fedex

A gente geralmente imagina que as pessoas, além de documentos, enviam cargas comuns e corriqueiras pelos correios e serviços de courier. A verdade, entretanto, é que elas tentam enviar de tudo. A Fedex separou em um brilhante vídeo uma lista com as 5 coisas mais estranhas que a empresa já transportou – coisa que você pode conferir no vídeo, aqui embaixo, acompanhando nossa lista também, uma vez que o vídeo original está em inglês.

5° Lugar – Partes do Titanic

A Fedex realizou o transporte de mais de 90 toneladas em partes, peças e artefatos recuperados do Titanic, para uma exposição sobre o desastre do navio. Além de centenas de itens completamente diferentes, a carga incluía uma peça única do casco do navio, com mais de 1 tonelada.

4° Lugar – Ovos de Tartaruga

Para você que conhece o trabalho do Projeto Tamar, aqui no Brasil, imagine o transporte e movimentação de ovos de tartaruga, mas em proporções gigantescas. A Fedex realizou o transporte de ovos da região do Golfo do México até o Atlântico. No total, a companhia estima que cerca de 70 mil ovos tenham sido realocados em uma mesma operação. A obra-prima de logística ocorreu para que as tartarugas fossem poupadas, durante o grande vazamento de óleo que ocorreu em 2010 na região.

3° Lugar – Vinho Beaujolais Nouveau 2004

O transporte do vinho foi feito da França para o Japão – até aí, nada de mais. O problema é que o lote incluía 504 mil garrafas de vinho, pesando um total de 630 toneladas.

2° Lugar – 19 Pinguins Vivos

Isso mesmo, a Fedex transportou 19 pinguins vivos da Califórnia até Nova Orleans. Imagine só o trabalho para manter a temperatura desses animais durante a viagem… mas não foi só isso, pois o mesmo lote também inclui duas lontras marinhas.

1° Lugar – Ursos Pandas

Carga em termos… esses ursos viajaram, desde 2010, seis vezes na primeira classe em voos completamente fretados pela empresa apenas para esse fim, que foram apelidados inclusive de “Fedex Panda Express”.

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7 coisas que podem deixar seu frete mais caro

Como clientes do segmento de transporte, muitas vezes não nos damos conta de algumas coisas que obviamente tornarão nossos custos com fretes mais caros e que poderiam ser, na verdade, evitadas. De pequenos detalhes a procedimentos que consideramos normais e sem qualquer impacto no custo logístico, a CARGOBR relacionou 7 coisas que podem tornar maior seu gasto com fretes, e que talvez você possa rever daqui para frente. Na dúvida, faça perguntas anteriormente à transportadora e investigue mais a fundo maneiras de contornar problemas.

  1. Cargas leves – pode parecer contraditório, mas cargas leves que ocupem grandes volumes podem gerar enormes custos com o frete. A razão é muito simples: embora tenha peso irrisório, elas ocupam espaço demais, o que afeta de modo decisivo os custos na hora de calcular a cubagem. Verifique possibilidades de reduzir o volume – a depender da mercadoria, é possível compactar ou reduzir espaços entre um item e outro.
  2. Seguros – toda carga, ao menos em tese, deve ser segurada. O cálculo do valor do seguro depende de uma série de fatores e às vezes, embora você esteja embarcando uma carga relativamente barata, o seguro acaba saindo bastante caro, em razão da natureza da carga. Não há muito o que fazer, mas você sempre pode questionar esses valores ou pedir novas cotações, por seguradoras diferentes.
  3. Manuseio – algumas embalagens e produtos possuem um manuseio extremamente trabalhoso e complicado. Na hora de pensar suas embalagens, tente levar em conta o grau de facilidade ou dificuldade que a transportadora terá na hora de embarcar, desembarcar e manusear a carga, caso contrário seu frete poderá ser afetado.
  4. Rotas ruins – algumas rotas são simplesmente ruins, tanto sob o ponto de vista de conservação das rodoviais quanto das distâncias percorridas. Em alguns casos, cidades teoricamente próximas são separadas por grandes distâncias em termos viários. Novamente, não há muito o que fazer, mas tente saber de antemão quais as rotas a serem percorridas pela transportadora que você irá contratar e, se possível, sugira alternativas.
  5. Cargas visadas – algumas cargas são extremamente visadas por assaltantes e ladrões de carga. Seu transporte, em si, não é difícil e nem mesmo seria custoso, tendo em vista seu peso e volume. Contudo, a ação de assaltantes leva as empresas não apenas a incorrer em seguros mais caros, mas também a cobrar extras por conta dos perigos aos quais suas equipes são expostas.
  6. Fragilidade – cargas frágeis obviamente possuem um custo de transporte maior. Transportadoras que lidam com esse tipo de frete muitas vezes precisam reembolsar o cliente no caso de danos ou quebra, mas não deixam a coisa barata – cobram mais caro até para compensar possíveis perdas na operação.
  7. Falta de pesquisa – pois é, pesquisar pouco tem seu preço. Se você deseja pagar mais barato, precisa cotar em diversas transportadoras – e para isso você pode contar com a CARGOBR. Nosso sistema de cotação de frete online é o único que conta com estimativas de custo do frete em tempo-real. Assim você fica sabendo mais ou menos quanto irá gastar na hora, sem ter de esperar o retorno de uma ou outra transportadora.

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Como o dólar afeta o mercado de cargas fracionadas?

Como o dólar afeta o mercado de cargas fracionadas?

O dólar mostrou, apenas este ano, um substancial aumento em sua cotação, e permaneceu ali, na casa dos R$ 3,00 a R$ 3,20. Para o segmento de transportes na área de commodities, o impacto é imediato. Produtos agrícolas de exportação, como soja, milho, café e outros possuem não apenas cotações em dólar no mercado internacional, mas também padrões e patamares de preço para seus fretes, marítimos ou terrestres, e tais preços tendem  a ser seguidos pelas empresas de logística que realizam o transporte desses grãos até os portos, seja em vagões ou carretas. O mesmo ocorre com produtos minerais e materiais de base, como aço, alumínio e resinas plásticas. Mas e quanto ao segmento de cargas fracionadas, sofre algo com a alta do dólar?

Em primeiro lugar, muitas transportadoras, mesmo não praticando preços em dólares, possuem alguns custos atrelados à moeda estrangeira. Isso pode incluir peças e equipamentos estrangeiros, despesas com aluguel de máquinas, serviços e qualquer outro tipo de insumo que tenha ajuste de acordo com o dólar. Porém, esse está longe de ser o maior efeito nos preços ao embarcador – são dois os tipos de fatores que influenciam de maneira mais drástica os preços do frete para cargas compartilhadas: a demanda e outros preços e índices de referência, bem como seu efeito nos empresários do segmento de cargas.

O inflacionamento dos transportes no segmento de exportação e também dos fretes em commodities agrícolas e minerais indiretamente levam transportadoras locais a reajustar seus preços. Mais do que apenas um gatilho “emocional”, a alta tende a se espalhar, inclusive em cargas fracionadas, por conta da menor disponibilidade de caminhões e motoristas, principalmente entre agregados e condutores independentes. Transportadoras que tentam enxugar custos, por outro lado, acabam perdendo competitividade e se veem, cedo ou tarde, forçadas a acompanhar as tendências de mercado.

Para quem lida com cargas e remessas ao exterior ou importações, os reajustes já ocorreram – mas resta saber até que ponto o dólar se estabilizou ou não.

Embalagens

Muitas das embalagens irão ficar mais caras, se já não ficaram. Desde o papelão ondulado e acartonados até embalagens plásticas e mesmo de madeira, a maioria é produzida a partir de insumos cujas cotações seguem padrões em dólar. Ainda que o aumento demore um pouco a chegar, todas as embalagens devem sofrer ao longo do ano reajustes em linha com a alta do dólar. As cargas fracionadas não têm como escapar muito desses reajustes, uma vez que muitas embalagens são padronizadas, a depender do produto.

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Por que serviços de frete online ganharam popularidade?

Por que serviços de frete online ganharam popularidade?

Os serviços de frete online e agenciamento online de cargas são cada vez mais comuns e abrangem um número cada vez maior de transportadoras e clientes em suas plataformas. Mas, afinal de contas, por que eles ganharam popularidade tão rápido?

Empresas como a CARGOBR oferecem plataformas nas quais o cliente, ou embarcador, pode conseguir cotações rápidas de mais de uma transportadora, descrevendo sua carga e estabelecendo as datas e condições para o transporte. O crescimento dessa tendência parte, em muitos casos, do maior uso de clientes, mas convenhamos que sem transportadoras interessadas, esse tipo de sistema não seria possível. Então, qual a vantagem para transportadoras?

Diversificação

Transportadoras, não raramente, trabalhavam com alguns poucos clientes de grande porte. Embora isso renda contratos de longo prazo com bons volumes, é uma prática que deixava muitas transportadoras “reféns” de um ou de outro cliente. Nos casos em que contratos eram rescindidos ou clientes decidiam pela troca de fornecedores, essas transportadoras acabam se vendo, do dia para a noite, praticamente sem qualquer serviço. O frete online ofereceu uma opção de diversificação rápida para essas empresas de transporte, para que elas tivessem parte de sua demanda pulverizada entre clientes menores e esporádicos, reduzindo sua dependência de grandes contratos.

Gastos com marketing

Publicidade é algo que é caro nos dias de hoje. A publicidade online, teoricamente mais barata, não excluiu os gastos necessários em feiras e mesmo despesas com vendas e contato a novos clientes. Transportadoras, com o mercado de frete online, ganharam um modo praticamente gratuito de divulgar seus serviços e acesso a uma clientela que simplesmente não possuíam antes. Com isso, os gastos em marketing e vendas acabam sendo menores, dando a essas empresas de logística a possibilidade de conceder descontos mais generosos aos clientes, viabilizando o fechamento de negócios por meio das plataformas de frete online.

Inteligência

Pesquisar e acompanhar o mercado, em termos de preços e melhores práticas, é uma necessidade tanto para clientes como para transportadoras. O frete online forneceu um modo para ambos acompanharem tendências de mercado, simplesmente recebendo ou emitindo ofertas e averiguando até que ponto elas coincidem ou não com o patamar de preços que está sendo praticado. Com o tempo, é possível inclusive traçar gráficos e projeções com base nos dados captados, antecipando altas ou baixas nos preços a depender do comportamento das empresas que participam desses “pregões” de fretes.

Velocidade do frete online

Um negócio é algo que muitas vezes demora a ser fechado, mesmo quando se mostra vantajoso para ambas as partes. Muitas ligações têm de ser feitas, propostas enviadas por e-mail ou “fax” (ainda em uso nos dias de hoje) e oportunidades acabam sendo perdidas ou postergadas por conta disso. Com o frete online, as relações no mercado de transporte se tornaram mais dinâmicas, assim como o fechamento de novos negócios.

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