Cuidado, os Correios não servem para tudo…

Grande parte das remessas e transportes no Brasil são feitas pelos Correios, como não poderia deixar de ser. Além de prestadora mais tradicional e empresa pública, os Correios possuem exclusividade em alguns tipos de remessa e sim, preços muito bons em muitos casos para envio de mercadorias e fretes leves. Mas se você APENAS usa os Correios pode estar perdendo dinheiro.

Pesquisar preços com fornecedores é algo vital para qualquer empresa, porém quando se trata de serviços como o Sedex, pequenos empresários apenas aceitam os preços dos Correios como sendo os mais vantajosos – mas isso nem sempre ocorre. Os Correios, apesar de públicos, são uma empresa com custos e formação de preços como todas as demais e em algumas regiões, rotas e nichos, transportadoras privadas simplesmente conseguem fazer preços muito mais baratos.

Quando pesquisar?

Nós diríamos sempre: é possível ter uma ideia dos preços praticados por transportadoras para determinada rota e remessa em menos de um minuto. Aqui na CargoBR, por exemplo, disponibilizamos cotações com transportadoras em tempo real para sua carga. Basta ingressar em nosso site, cadastrar sua carga e, em alguns segundos, você terá cotações em tempo real de várias transportadoras diferentes. Depois, basta comparar com o valor que você pagaria nos Correios.

É claro, uma boa parceria com os Correios, especialmente se você atua no comércio online, é essencial para sua empresa, mas sempre realize cotações, de tempos em tempos, para saber se alguma rota ou operação pode ser barateada com o uso de um fornecedor ou transportadora privados. Você se surpreenderá com como os preços podem ser mais em conta em alguns casos.

Onde os Correios sempre ganham?

Claro, há rotas nas quais os Correios são imbatíveis. Regiões mais inacessíveis, de difícil acesso ou com poucas opções de modais e rotas devem geralmente ser deixadas por conta dos Correios. Com agências em praticamente qualquer lugar do país, os Correios conseguem de um modo ou de outro entregar produtos que muitas transportadoras simplesmente falham em transportar ou cobram extras caros demais para tornar a remessa viável. Entretanto, esse tipo de entrega é praticamente uma exceção para a maioria das empresas, que em geral atuam com clientes em grandes centros urbanos para 80% ou 90% de suas vendas.

Os Correios também possuem algumas facilidades para parceiros que podem tornar remessas mais baratas. O problema, nesse caso, é um só – os Correios são enormes, então para que você tenha alguma vantagem representativa de custo em parcerias, é preciso lidar com volumes muito, mas MUITO grandes.

 

E-commerce – por que alguns produtos demoram tanto a chegar?

Você provavelmente já comprou algum eletrodoméstico, móvel ou bem durável online, e adivinha? Prazos de entrega chegam a ser de 30, 40 dias ou até mais. Por que isso acontece, você provavelmente está se perguntando? A cadeia de produção, venda e entrega do produto às vezes não é clara para o cliente final e muitas reclamações podem surgir por conta disso.

Sem dúvida, não parece nada razoável esperar 40 dias por algo que você já pagou, mas basicamente dois fatores principais explicam a origem dessa demora:

  • Distância do fabricante;
  • Esquema de produção.

Primeiramente, imagine que você está na cidade de São Paulo. Os principais fabricantes de móveis do país, especialmente planejados, estão localizados nos estados da Região Sul, sobretudo no Rio Grande do Sul. Se o móvel que você comprou estivesse totalmente pronto para entrega, ainda levaria vários dias até que o pedido fosse processado e pudesse chegar até São Paulo, de caminhão. O mesmo ocorre com eletrônicos – vários deles são produzidos na Zona Franca de Manaus e precisam passar por vários modais de transporte até chegar a São Paulo. Ainda que estejam disponíveis em estoque, esses produtos levam dias ou semanas para chegar a seus destinos.

Contudo, há uma outra variável além da distância: o esquema de produção. Com o objetivo de evitar estoques desnecessários, que geram custos e aumentam as probabilidades de quebra, extravio e danos aos produtos, fabricantes de bens desse gênero apenas iniciam a produção de um item no momento em que o pedido é de fato efetuado. Ou seja, você compra no e-commerce, a loja envia o pedido e somente a partir daí o fabricante inicia a produção do material. Em épocas nas quais o fabricante está demandado, isso significa que seu produto entrará em uma espécie de “fila de produção”.

Itens demais para gerenciar

O segmento de e-commerce faz isso por uma questão muito simples. Ao contrário de lojas, a maioria deles não dispõe de espaço físico para manter todos esses produtos estocados. O risco e o custo simplesmente não valem a pena. A solução mais fácil é expor esse item online, efetuando o pedido junto ao fabricante no momento da compra. O fabricante então envia o produto produzido para um centro de distribuição da loja, que apenas segura o produto alguns dias, até que a entrega seja feita.

No caso de móveis planejados, a espera tende a ser maior ainda. Isso porque nem todos os produtos vendidos têm exatamente as mesmas características. Mesmo as lojas de e-commerce, hoje em dia, permitem alguma customização. Isso significa que o fabricante, além de colocar seu produto “na fila”, precisa de peças e componentes diferentes para montar o pedido de cada cliente. Parece complicado, e na verdade é. Imagine que um e-commerce tradicional trabalha com um portfólio de milhares de produtos – e simplesmente mantê-los todos em estoque exigiria enormes gastos com espaço e organização.

Lojas de e-commerce costumam contornar o problema cedendo frete gratuito para seus clientes, ou efetuando entregas agendadas, para maior comodidade.

O que esperar do transporte com drones?

Os drones já se tornaram uma tecnologia relativamente consolidada. Hoje, esses pequenos robozinhos podem ser encontrados por preços que atraem até mesmo o público final. Nos Estados Unidos, já é possível adquirir bons drones por preços inclusive abaixo dos 500 dólares, ou seja, mais barato que um iPhone em alguns casos. Equipados com câmeras de última geração e com dispositivos de controle integrados com a web, aparelhos mobile e computadores, os drones têm atraído não apenas a atenção dos curiosos por tecnologia, mas também de empresas de diversos setores, entre eles o transporte.

Não apenas a Amazon vem realizando testes com o uso de drones para a entrega de pequenos volumes, mas também várias empresas de todo o mundo, inclusive operadores logísticos renomados, como a Fedex, além de companhias aéreas. Esses robozinhos, é bem verdade, possuem ainda limitações em termos do volume transportado, mas se pensarmos direito – 90% das compras online envolvem pequenos volumes ou mercadorias leves.

Então teremos drones circulando em breve?

A despeito da evolução nos experimentos e testes, essa possibilidade é pouco provável, como inclusive dizem especialistas e as próprias empresas que realizam esses testes. Alguns dados ainda são incertos – por exemplo, qual o custo de manutenção desses equipamentos e até que ponto são confiáveis para realizar centenas ou milhares de viagens?

O mais provável, indicam especialistas, é que a entrega em drones primeiramente seja incluída como opcional. O cliente pagaria um pouco mais para receber sua carga em um drone. Isso seria possível também somente em localidades que estivessem dentro do raio de autonomia de voo dos equipamentos, o que hoje dificilmente excede alguns quilômetros. Pode parecer estranho, mas certamente a entrega opcional, ainda que cara, deverá atrair muitos entusiastas, apenas pelo prazer de ver seus produtos chegarem em um robozinho voador, com hora marcada e nas janelas e varandas de seus edifícios.

Um outro entrave ainda é o preço – embora o custo unitário dos drones tenha caído substancialmente, eles ainda são caros, especialmente levando em conta as alterações que são necessárias para que eles trafeguem com cargas. Além disso, uma empresa que anuncie o transporte em drones precisará de dezenas ou centenas dessas máquinas e passará a contar com menos leniência de seus clientes para atrasos e erros de entrega. Isso poucas empresas de transportes parecem querer assumir.

Quanto tempo mais?

É difícil dizer. Especialistas afirmam que serviços frequentes de entrega por drones não aparecerão em menos de 5 anos e que a consolidação do robozinho como alternativa de transporte virá em apenas 10 anos. Até lá, as novas gerações de drones deverão apresentar mudanças significativas para adequação ao segmento logístico: integração com sistemas de TMS e WMS, melhoria dos sistemas autônomos de geolocalização, baterias de maior duração, armações mais robustas para manuseio de cargas, e muito mais.

Certamente teremos o drone como alternativa daqui a algum tempo, porém o mais provável é que não sejam “exatamente” os drones que vemos hoje em vídeos na internet.

As 5 coisas mais incríveis já transportadas pela Fedex

A gente geralmente imagina que as pessoas, além de documentos, enviam cargas comuns e corriqueiras pelos correios e serviços de courier. A verdade, entretanto, é que elas tentam enviar de tudo. A Fedex separou em um brilhante vídeo uma lista com as 5 coisas mais estranhas que a empresa já transportou – coisa que você pode conferir no vídeo, aqui embaixo, acompanhando nossa lista também, uma vez que o vídeo original está em inglês.

5° Lugar – Partes do Titanic

A Fedex realizou o transporte de mais de 90 toneladas em partes, peças e artefatos recuperados do Titanic, para uma exposição sobre o desastre do navio. Além de centenas de itens completamente diferentes, a carga incluía uma peça única do casco do navio, com mais de 1 tonelada.

4° Lugar – Ovos de Tartaruga

Para você que conhece o trabalho do Projeto Tamar, aqui no Brasil, imagine o transporte e movimentação de ovos de tartaruga, mas em proporções gigantescas. A Fedex realizou o transporte de ovos da região do Golfo do México até o Atlântico. No total, a companhia estima que cerca de 70 mil ovos tenham sido realocados em uma mesma operação. A obra-prima de logística ocorreu para que as tartarugas fossem poupadas, durante o grande vazamento de óleo que ocorreu em 2010 na região.

3° Lugar – Vinho Beaujolais Nouveau 2004

O transporte do vinho foi feito da França para o Japão – até aí, nada de mais. O problema é que o lote incluía 504 mil garrafas de vinho, pesando um total de 630 toneladas.

2° Lugar – 19 Pinguins Vivos

Isso mesmo, a Fedex transportou 19 pinguins vivos da Califórnia até Nova Orleans. Imagine só o trabalho para manter a temperatura desses animais durante a viagem… mas não foi só isso, pois o mesmo lote também inclui duas lontras marinhas.

1° Lugar – Ursos Pandas

Carga em termos… esses ursos viajaram, desde 2010, seis vezes na primeira classe em voos completamente fretados pela empresa apenas para esse fim, que foram apelidados inclusive de “Fedex Panda Express”.

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7 coisas que podem deixar seu frete mais caro

Como clientes do segmento de transporte, muitas vezes não nos damos conta de algumas coisas que obviamente tornarão nossos custos com fretes mais caros e que poderiam ser, na verdade, evitadas. De pequenos detalhes a procedimentos que consideramos normais e sem qualquer impacto no custo logístico, a CARGOBR relacionou 7 coisas que podem tornar maior seu gasto com fretes, e que talvez você possa rever daqui para frente. Na dúvida, faça perguntas anteriormente à transportadora e investigue mais a fundo maneiras de contornar problemas.

  1. Cargas leves – pode parecer contraditório, mas cargas leves que ocupem grandes volumes podem gerar enormes custos com o frete. A razão é muito simples: embora tenha peso irrisório, elas ocupam espaço demais, o que afeta de modo decisivo os custos na hora de calcular a cubagem. Verifique possibilidades de reduzir o volume – a depender da mercadoria, é possível compactar ou reduzir espaços entre um item e outro.
  2. Seguros – toda carga, ao menos em tese, deve ser segurada. O cálculo do valor do seguro depende de uma série de fatores e às vezes, embora você esteja embarcando uma carga relativamente barata, o seguro acaba saindo bastante caro, em razão da natureza da carga. Não há muito o que fazer, mas você sempre pode questionar esses valores ou pedir novas cotações, por seguradoras diferentes.
  3. Manuseio – algumas embalagens e produtos possuem um manuseio extremamente trabalhoso e complicado. Na hora de pensar suas embalagens, tente levar em conta o grau de facilidade ou dificuldade que a transportadora terá na hora de embarcar, desembarcar e manusear a carga, caso contrário seu frete poderá ser afetado.
  4. Rotas ruins – algumas rotas são simplesmente ruins, tanto sob o ponto de vista de conservação das rodoviais quanto das distâncias percorridas. Em alguns casos, cidades teoricamente próximas são separadas por grandes distâncias em termos viários. Novamente, não há muito o que fazer, mas tente saber de antemão quais as rotas a serem percorridas pela transportadora que você irá contratar e, se possível, sugira alternativas.
  5. Cargas visadas – algumas cargas são extremamente visadas por assaltantes e ladrões de carga. Seu transporte, em si, não é difícil e nem mesmo seria custoso, tendo em vista seu peso e volume. Contudo, a ação de assaltantes leva as empresas não apenas a incorrer em seguros mais caros, mas também a cobrar extras por conta dos perigos aos quais suas equipes são expostas.
  6. Fragilidade – cargas frágeis obviamente possuem um custo de transporte maior. Transportadoras que lidam com esse tipo de frete muitas vezes precisam reembolsar o cliente no caso de danos ou quebra, mas não deixam a coisa barata – cobram mais caro até para compensar possíveis perdas na operação.
  7. Falta de pesquisa – pois é, pesquisar pouco tem seu preço. Se você deseja pagar mais barato, precisa cotar em diversas transportadoras – e para isso você pode contar com a CARGOBR. Nosso sistema de cotação de frete online é o único que conta com estimativas de custo do frete em tempo-real. Assim você fica sabendo mais ou menos quanto irá gastar na hora, sem ter de esperar o retorno de uma ou outra transportadora.

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