Carga fracionada – um pouco de história

Carga fracionada – um pouco de história

A carga fracionada hoje é uma modalidade usada pela maioria dos embarcadores de pequeno e médio porte, ou por aqueles com portfólios muito variados, e também atendida pela grande maioria das transportadoras. Mas nem sempre as coisas correram desse modo – a história da carga fracionada, para efeitos de mercado, começou apenas na década de 1940, quando empresas passaram a atuar de modo mais segmentado em sua distribuição.

Logo em seu início, transportadoras de carga fracionada não dispunham de sofisticados dispositivos de comunicação e automatização de processos, e o foco de controle estava completamente voltado aos estoques. Apesar de trazer benefícios em relação aos tempos de entrega, o começo da história da carga fracionada envolvia gastos estrondosos em armazenamento e estoque, bem como em sua gestão.

Influindo na produção

Somente por volta dos anos 1970, na América do Norte, grandes cadeias do varejo começaram a imprimir uma maior integração ao processo de carga fracionada. Um planejamento baseado em previsões e estimativas começou a ser imposto, uma vez que aumentavam o volume e a variedade de bens transportados. Uma certa racionalização e padronização começou a ser incluída nos processos de estocagem e armazenamento, e as previsões de demanda e oferta efetuadas pelos varejistas possibilitavam a programação da própria produção, impedindo produtos de serem empilhados em armazéns e, com isso, elevar desperdícios e danos ao material.

O estoque “zero”

Esse passou a ser o objetivo da cadeia na década de 1990. Com softwares e sistemas complexos, estoques e vendas passaram a ser alinhados de forma mais precisa, sendo que a meta final era sempre eliminar qualquer volume “parado”, colocando em paralelo a produção e a distribuição.

A inclusão de tags, códigos de barra e outros dispositivos de rastreamento e controle permitiu uma integração muito maior entre todos os constituintes da cadeia logística e, apesar das operações de frete e carga aumentarem freneticamente, depósitos e armazéns na verdade diminuíam.

A era da otimização

Na virada dos anos 2000, não apenas no Brasil, mas no mundo, o setor logístico encontrava-se quase que em colapso. A entrada do comércio eletrônico apenas intensificou um trânsito de mercadorias que já era frenético, gerando a necessidade de mais inteligência no setor.

Softwares se sofisticaram ainda e se tornaram sistemas na nuvem, interconectados e geralmente controlados e analisados por empresas que prestavam serviços de consultoria na área, o que acabou culminando no aparecimento da figura do 4PL, ou empresas de quarteirização.

Hoje, a carga fracionada se alia à internet para agilizar e aproveitar espaços em modais de transporte de modo ainda maior – um exemplo dessa tendência é a própria CARGOBR. Os poucos espaços que ainda sobram em caminhões e outros meios de transporte são diariamente preenchidos com cargas e encomendas de diversas empresas, possibilitando às transportadoras o uso completo de seus recursos e aos embarcadores, oportunidades de transporte a preços mais competitivos.

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