Boa notícia para Minas Gerais

Caminhoneiros e empresas de transporte de carga rodoviária podem receber uma boa notícia em breve. Está em trâmite na Assembléia Legislativa do estado um projeto de lei que pode facilitar a substituição de até um terço da frota em Minas Gerais. A proposta está em vias de ser aprovada e prevê benefícios para proprietários de caminhões com mais de 30 anos de uso, na substituição desses veículos por carretas novas ou usadas mais recentes. O projeto teoricamente abarcará equipamentos de qualquer montadora, desde que essas estejam inscritas no programa.

A lei prevê uma isenção de até dez anos no IPVA dos caminhões, uma vez que esses permaneçam em propriedade dos inscritos no programa. Para participação no programa, o caminhão substituído deve estar condições de funcionamento, ter sido emplacado no estado até 21 de outubro de 2013, e destinado à exclusão definitiva pelo Detran-MG, além de entregue a uma das empresas recicladoras conveniadas, com regularização ambiental.

O governo do estado estima que, com o programa aprovado, até 10% ou 15% da frota de caminhões antigos possa ser renovada a cada ano. O projeto não distingue caminhoneiros independentes e empresas de carga, sendo que em ambos os casos os proprietários dos veículos podem se beneficiar. Quanto ao caminhão antigo, que será sucateado para uso por siderúrgicas da região, o caminhoneiro ou proprietário também receberá o preço pago pelo insumo.

Algumas reportagens locais fizeram estimativas que dão uma ideia da extensão do programa. Em Uberlândia, a reportagem do CORREIO estimou em 3 mil o número de caminhões que podem ser substituídos, segundo atributos de idade e tempo em operação.

Outras estimativas mais abrangentes calculam em até 70 mil o número de caminhões com mais de 30 anos apenas rodando com placas mineiras. Em âmbito nacional, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que até 30% da frota nacional possui mais de 30 anos de idade – outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro também avançam no sentido de implementar leis e convênios para renovação da frota, em sua maioria amparados pelo sucateamento e uso dos rejeitos metálicos por grandes grupos siderúrgicos locais, entre eles a Gerdau.

 

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