Balanças e logística – uma relação “de peso”

A importância da balança na logística

O trocadilho pode até ser fraco, mas a relação entre os diversos tipos de balanças e o segmento de transportes e logística é mais forte do que muitos podem supor. A começar pelas balanças em autoestradas, esses equipamentos estão presentes em praticamente todos os modais e etapas do processo logístico, sendo um grande aliado para uns e um poderoso inimigo para outros. Desde a medição correta do peso de um produto na fábrica até a checagem dele no cliente, a balança exerce papel fundamental em toda a cadeia.

A balança é um instrumento que vem sendo usado como auxiliar para o transporte e venda de mercadorias desde a antiguidade e, embora a tecnologia de hoje tenha tornado o processo de mensuração de pesos muitas vezes imperceptível ao olho humano, falhas e erros nessa medição podem causar enormes transtornos. A pesagem do material transportado previne diversos problemas e tem várias funções no segmento:

  • Identificar perdas, extravios e roubos;
  • Calcular o espaço e acomodação necessários para cada mercadoria ou remessa;
  • Calcular impostos e encargos de forma correta;
  • Evitar discrepâncias entre volumes embarcados e desembarcados;
  • Identificar produtos defeituosos ou faltantes.

As balanças podem, ainda, ter diversas apresentações e formas distintas, cada qual com sua respectiva aplicação ao longo da cadeia. Como citado, as balanças de autoestradas, pelas quais passam os caminhões, são um exemplo, mas há muitas outras:

Pontes rolantes e esteiras: a grande maioria das balanças em pontes rolantes e esteiras pelas quais trafegam produtos são hoje na verdade operadas por sensores, que emitem os pesos registrados para um sistema de controle, agilizando os processos de checagem e mensuração de mercadorias.

Empilhadeiras: para permitir pesagens sem necessidade de movimentações extras em depósitos e armazéns, muitas empilhadeiras e paleteiras são hoje equipadas com sensores de peso em seus garfos, de modo a registrar a massa de volumes enquanto os movimentam e separam.

Gruas e guindastes: o mesmo ocorre em gruas, guindastes e equipamentos de içagem de materiais – não há porque mover as mercadorias para balanças, para posteriormente removê-las para o modal respectivo. O peso já é registrado na própria operação de embarque ou desembarque.

Solo: há também, ainda, balanças de solo, mais parecidas com os equipamentos tradicionais que conhecemos. Nesta categoria se enquadram desde balanças mais rudimentares até sofisticados sensores de pressão.

Contornando erros

Ano a ano, balanças ganham mais aplicações e novas características, mas ainda há a ocorrência de muitos erros. A leitura do peso de produtos, mesmo com balanças mais modernas, pode ser prejudicada por inúmeros fatores, muitos deles totalmente fora do controle das empresas e operadores de carga. Nesse caso, a melhor dica é efetuar diversas leituras ao longo do processo de transporte e remessa, fazendo constantes comparações, de modo a identificar erros e falhas o quanto antes.

Entre os fatores que prejudicam a leitura de balanças, podemos citar o vento, mudanças de temperatura e pressão atmosférica, poeira e sujeira em suspensão, atrito e desgaste entre as peças e componentes da balança, exposição a campos magnéticos ou eletrostáticos, vibrações e abalos (desde trepidações em caminhões e vagões até abalos sísmicos e tremores de terra), reações químicas entre o produto e o ar, evaporação da água em produtos úmidos e graneis, desalinhamento entre volumes e outros. Além disso, é sempre possível que balanças estejam mal calibradas, o que torna necessária sua constante manutenção e checagem.

 

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