Armazenagem – o que se deve ter em mente

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publicado: 20/02/2014
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É impossível falar em fretes, transporte de mercadorias e bens ou mesmo em logística sem tocar na questão da armazenagem. Com o avanço da velocidade das plataformas logísticas, a dinâmica de armazenamento e a gestão dos estoques passa a ser uma preocupação que tem de estar na cabeça de todos os envolvidos no segmento de transporte de cargas – desde o caminhoneiro e o chapa até o proprietário da maior empresa do setor. O armazenamento, ao contrário do que parece, é um pouco mais do que “deixar por lá” mercadorias e produtos – exige alguns cuidados e possui fatores cruciais, que afetam toda sua dinâmica.

Tamanho e dimensões

Parece óbvio, mas não é – não apenas o tamanho da carga em si, mas também fatores como seu peso, grau de empilhamento e fragilidade afetam toda a logística de armazenamento. O material em si implica cuidados específicos em muitos dos casos e sua quantidade, volume e peso determina quanto espaço e, algumas vezes, que tipo de espaço precisará ser alocado para que a armazenagem seja feita da maneira correta. O tipo e dimensões da carga afeta as exigências de pé direito em armazéns, condições de trânsito e ventilação, existência ou não refrigeração e por aí vai. Sob a óptica do controle, todas essas variações devem estar categorizadas e separadas para evitar confusões e erros de gestão.

Espera e timing

Nem todo material que é armazenado possui uma programação clara de saída – muitas vezes é necessário prever. E, mesmo nos casos onde a saída já está programada, a organização e disposição da carga deve ser feita de modo a facilitar a posterior remoção desses itens. Qualquer que seja o tamanho da área de armazenamento ou o volume de itens armazenados, a disposição deve ser feita de modo a permitir a saída de mercadorias de modo rápido, sem no entanto impedir a entrada e estocagem de novas cargas. Esse fator leva a dois outros que afetam a armazenagem de modo crucial: a existência e o tráfego.

Existência

Com a sofisticação dos mecanismos de previsão de saída e despacho, outro fator entra em cena – a existência. Ela se traduz na quantidade ou acúmulo de um determinado material armazenada. Por exemplo, embora determinada empresa possa manter apenas mil unidades de determinado item armazenadas costumeiramente, em razão da previsão de saída, por questões sazonais se determina um maior acúmulo do mesmo, já prevendo alguma oscilação na demanda mais à frente.

Tráfego

É a movimentação dessas cargas armazenadas – para dentro e para fora do armazém e também internamente. Mais do que um galpão onde se empilham mercadorias, um armazém possui em geral espaços diferentes para produtos ou movimentações diferentes. Dependendo ainda do nível de tráfego – pode ser mais brando ou intenso – são necessárias mais máquinas para sua movimentação e também um maior número de pessoas operando esse sistema. Isso tudo não é carga, mas demanda um bom espaço.

E, por fim, é preciso ter em mente que todos esses fatores são possíveis geradores de custos extras ou também de economias nos processos para empresas de logística, transportes ou armazenagem, como ressaltamos em post anterior, sobre a matriz de custos em estoques.

Um comentário

  1. Cleder Rosa

    22/02/2014 as 12:58

    Meus amigos, muito boa a matéria e eu reputo ainda como de crucial importância a acurácia dos estoques, os sistemas de informação e a velocidade que essa informação trafega entre os diversos pontos. Some-se a isso equipes treinadas e motivadas. É o fator humano então que vai demandar o sucesso da operação.

    Grande abraço.
    Cleder Rosa

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